até
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Técnicas de agricultura que transformaram o planeta são muito antigas
James Gorman, The New York Times

Um levantamento envolvendo 250 especialistas em arqueologia proporcionou um panorama mais amplo do que estudos anteriores do uso da terra. Alpes italianos. Foto: Andrea Kay

Os humanos provocaram alterações substanciais no planeta muito antes do que se pensava, de acordo com relatório de uma série de especialistas em arqueologia divulgado em agosto. Cerca de três mil anos atrás, a Terra tinha sido “bastante transformada por caçadores-coletores, agricultores e pastores", escreveram eles na revista Science.

As pessoas trabalhavam a terra, queimavam florestas e levavam cabras, ovelhas e gado para pastar. Mais ou menos no ano 1.000 a.C., com a civilização maia em ascensão na América Central e a dinastia Zhou começando na China, a agricultura intensiva, ou o cultivo contínuo da terra, era “comum na maioria das regiões onde a prática ainda é comum hoje".

O resultado final varia de acordo com as diferentes práticas e regiões, disse Erle Ellis, um dos designers envolvidos no projeto ArchaeoGLOBE, nome dado ao projeto de pesquisa. Mas ele disse que fica claro que a informação estabelece o início das grandes mudanças ambientais provocadas pelo homem em um momento até mil anos anterior ao que se pensava.

 “O que estamos mostrando", disse Lucas Stephens, que ajudou a projetar o levantamento no qual o relatório se baseia, envolvendo cerca de 250 arqueólogos, “é que a história disso é mais profunda, remontando a períodos anteriores àqueles identificados atualmente pelos cientistas".

O relatório parece ser o primeiro do seu tipo. Os arqueólogos costumam se dedicar a locais e períodos específicos. “Nunca tivemos um esforço real no sentido de reunir uma história empírica global do uso da terra”, disse Ellis. Como as informações do passado informam as previsões de mudanças globais para o futuro, em termos de clima e uso das terras, evidências sólidas do uso da terra no passado são um conhecimento de valor incalculável, dizem os especialistas.

O Banco de Dados Históricos do Ambiente Global (History Database of the Global Environment), desenvolvido pela Agência de Impacto Ambiental dos Países Baixos e pela Universidade de Utrecht, conhecido como conjunto de dados HYDE, é um importante recurso para os cientistas que tentam prever a mudança climática. Estimava-se que os humanos teriam começado a alterar o planeta muito mais recentemente do que o indicado pelo novo relatório.

Mas o responsável pelo desenvolvimento do conjunto de dados HYDE desde o início, Kees Klein Goldewijk, da Universidade de Utrecht, também é um dos autores do novo estudo, celebrando as novas informações. Os dados a respeito de mudanças históricas recentes e atuais são usados em modelos do passado para criar projeções de qual teria sido o impacto de uma população no planeta na época. Diante dos recursos à sua disposição, Klein Goldewijk escreveu que reunir e incorporar “dados empíricos da arqueologia, paleontologia, geografia, etc", eram uma impossibilidade.

O novo estudo é uma tentativa de mudar essa situação. Para o paleontólogo John Williams, da Universidade de Wisconsin, em Madison, que não participou do projeto, “a arqueologia está se aproximando passo a passo do mundo do big data". / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Últimas notícias publicadas
13/09/2019 FAEMG presente na 1ª Agro Noroeste, em João Pinheiro
13/09/2019 Seminário “Palmas para o Jequitinhonha” conta com apoio do Sistema FAEMG / SENAR MINAS em Araçuaí
13/09/2019 Sucessão no Campo é sinônimo de futuro promissor para famílias rurais
13/09/2019 Novo Agro 4.0 no HackTown 2019
12/09/2019 Aprendizagem Rural inicia terceira turma em Patrocínio, no Alto Paranaíba
12/09/2019 Curso de Viveirista Florestal muda realidade de produtores assentados em Campina Verde
12/09/2019 Cachaça: 500 anos de história
12/09/2019 Jovem dobra rendimentos após curso do SENAR MINAS em Itueta
12/09/2019 Conselheiro Lafaiete recebe primeiro módulo do Programa Agente de Turismo Rural
12/09/2019 Bias Fortes recebe o curso Cuidados Básicos com o Idoso
Ver todas
FAEMG
Avenida do Contorno, 1.771 - Floresta
Belo Horizonte – 30.110-005
Fone: (31) 3074-3000
Fax: (31) 3074-3030
E-mail: faemg@faemg.org.br
Senar Minas
Avenida do Contorno, 1.771 - Floresta
Belo Horizonte – 30.110-005
Fone: (31) 3074-3074
Fax: (31) 3074-3075
E-mail: senar@senarminas.org.br
INAES
Avenida do Contorno, 1.771 - Floresta
Belo Horizonte – 30.110-005
Fone: (31) 3074-3109
Fax: (31) 3074-3030
E-mail: inaes@inaes.org.br
Sindicatos
Avenida do Contorno, 1.771 - Floresta
Belo Horizonte – 30.110-005
Fone: (31) 3074-3028
Fax: (31) 3074-3030
E-mail: asind@faemg.org.br