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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Casal responsável por queijo premiado de Alagoa fala sobre a importância do Sistema FAEMG / SENAR MINAS
Aline Furtado, de Juiz de Fora

Que Alagoa, no sul de Minas Gerais, é conhecida como a “terra do queijo parmesão” não é novidade. O casal Francisco Antônio de Barros Júnior e Priscila Almeida Mendes de Barros, que teve sua produção de queijo artesanal de Alagoa premiado nas edições 2017, 2018 e 2019 do Festival do Azeite e do Queijo de Alagoa, conta o caminho percorrido até o sucesso.

“A produção de queijo é tradição em Alagoa, é coisa de família. Meus avós, meus pais, meus tios, todos produziam. Nós chegamos a tentar a vida em outras cidades, como Caxambu, também no sul de Minas, e Taubaté, no Vale do Paraíba, em São Paulo”, relata Francisco, mais conhecido como Chiquinho.

Ele conta que resolveu deixar sua cidade porque “toda vaca que tínhamos morria. Por isso, comecei a pesquisar e descobri que a samambaia causa um problema que faz com que os animais tenham sangue na urina, fazendo sofrer e morrer. Quando voltamos, fiz meu primeiro curso pelo Sistema Faemg / Senar Minas, voltado para alimentação de bovinos de leite. Foi aí que adotei o sistema de piquetes no pasto, exterminando a samambaia. Nossa produção de leite aumentou muito depois das adequações”.

O casal chegou a começar, a parar e a recomeçar a venda de leite. “Até que voltamos para o queijo porque só o leite não dava retorno. Nossa última tentativa com o queijo teve início em 2015.” Foi construída uma nova queijeira, e o casal passou por vários cursos oferecidos pelo Sistema Faemg / Senar Minas, como Inseminador, Casqueamento, Boas Práticas.

O casal Priscila e Chiquinho com o mobilizador Sirlei Silvério

“O curso de Inseminador foi um dos diferenciais. Hoje a genética do nosso gado é outra”, destaca Priscila. Chiquinho completa: “Se eu não tivesse aprendido a piquetear o pasto, a produzir a ração, a casquear, a melhorar a genética, não teria mudado a minha forma de ver meu negócio e pensar em melhoria”.

O casal produz o queijo artesanal da Alagoa tradicional, além das suas varrições: temperado, defumado, defumado temperado e curtido no vinho. A venda é feita via empórios localizados nas cidades de Itajubá, Campestre, São Lourenco, Campinas e Angra dos Reis. “Tudo o que a gente produz, a gente vende. Às vezes, nem damos conta de tanta procura”, aponta Priscila.

A produção é de 1.350 quilos de queijo por mês, sendo que para cada queijo produzido são necessários 12 litros de leite.

Gestão comercial

Um dos cursos mais recentes pelos quais o casal passou foi o de Gestão Comercial, que tem como objetivo principal a preparação dos participantes para o mercado e para a venda dos produtos. “Esse curso, promovido pelo Sistema Faemg / Senar Minas e pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Baependi, com mobilização de Sirlei Silvério, foi excelente. A técnica de venda a gente tem, mas não sabemos quando e como usá-la. Aprendi que a gente precisa enxergar nossa propriedade como uma empresa. Após olhar desta forma, passei a investir ainda mais nas melhorias”, ressalta Chiquinho.

Festival do Azeite e do Queijo de Alagoa

Realizado anualmente, o Festival do Azeite e do Queijo de Alagoa reúne queijos produzidos no município. O queijo artesanal da Alagoa produzido pelo casal Chiquinho e Priscila, Sabor da Alagoa, conquistou o primeiro lugar em 2017, o terceiro lugar em 2018 e o terceiro e o primeiro lugar em 2019.

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