até
terça-feira, 2 de junho de 2020
A importância da assistência técnica na pecuária leiteira

Walter Miguel Ribeiro, coordenador estadual do Balde Cheio em Minas

“Diante da pandemia, todos os setores da economia estão tendo que se reinventar, e com a pecuária leiteira não é diferente”, disse o coordenador estadual do programa Balde Cheio em Minas Gerais, Walter Miguel Ribeiro, em transmissão ao vivo (Live pelo Instagram do Sistema FAEMG). Segundo ele, um dos grandes desafios no Brasil é convencer o produtor sobre a importância da assistência técnica e este é o momento para isso. 


“É na adversidade que descobrimos outras formas de sobreviver, crescer e encontrar novos caminhos. Em países como Argentina, Estados Unidos e Nova Zelândia não existe essa discussão. Toda propriedade tem um técnico que a acompanha. Aqui, muitos produtores ainda acham que contratar um especialista irá onerá-los mais do que seriam capazes de suportar. Esse pensamento é equivocado. Não importa o quanto será necessário desembolsar, desde que o retorno financeiro proporcionado supere o investimento.”


Números do último Relatório do Balde Cheio – coordenado em Minas Gerais pelo Sistema FAEMG – comprovam a afirmação: 
    • 72% das propriedades atendidas pelo programa apresentaram índices de qualidade exigidos pela Instrução Normativa 76/77 e receberam R$ 0,05 centavos a mais por litro de leite; 
    • Em contrapartida, a assistência técnica dessas mesmas propriedades custou R$ 0,024 centavos, por litro de leite. Ou seja, a prestação de serviço “se pagou” e ainda sobrou dinheiro para o produtor;
    • Quando avaliamos as propriedades com mais ou menos tempo de adesão ao programa, observamos que os ganhos são progressivos. Por exemplo: aquelas com mais de três anos de trabalho, tiveram uma margem bruta de cerca de R$ 6.900 por mês, enquanto as com menos de três anos de trabalho, tiveram uma margem de R$ 4.300. 
    • O fluxo de caixa para produtores com mais de três anos de adesão ao programa foi de cerca de R$ 4 mil; e o de produtores com menos de dois anos, foi de R$ 3.400.
    • “A média de produtividade das nossas propriedades é de 4.978 litros/ha. Aquelas com um pouco mais de tempo de trabalho, chegam a 5.400 litros/ha. Esses são índices acima das médias apresentadas por países desenvolvidos na pecuária leiteira: Uruguai (2.300 litros/há); Argentina (4.500 litros/ha) e Nova Zelândia (o maior exportador de leite do mundo – com 4.100 litros/ha)”.

“Estamos no caminho certo porque gente não foca na propriedade, não foca na vaca, na raça ou no tipo de pasto que o produtor tem. Nosso foco está nas pessoas e nos sonhos que elas têm. 


Outros trechos da live:

    • “Informação é a chave para o sucesso. Ela faz toda diferença e precisa chegar de alguma forma, seja pelo extensionista do Balde Cheio, da Emater, do Educampo, do ATeG  ou de qualquer extensionista ligado ou não a alguma entidade”.
    • “No final das contas, o que mais importa são os ganhos econômicos. Não tem nada que se sobreponha aos resultados.”
    •  “Um produtor de leite do município de Tiros me lembrou, outro dia, que quando o conheci há uns três anos, perguntei qual era o sonho dele. Ele respondeu que era chegar a 300 litros/dia. Ontem, ele me disse que ultrapassou 500 litros/dia. Aí o sonho muda... Isso é maravilhoso. Isso é o que me motiva a sair de casa e deixar minha família pra acompanhar as propriedades de perto. Cada uma com sua realidade, seus problemas e limitações.”
    • “Nem sempre aumentar a produção resolve o problema do produtor. Às vezes, intensificar áreas menores de produção de volumoso pode proporcionar uma condição para que áreas mais distantes do curral, sejam usadas em outras atividades econômicas, gerando uma nova fonte de renda para o produtor, como, por exemplo, arrendamento para grãos ou criação de gado de corte.
    • Não adianta ter uma vaca de alta produção, da raça x ou y. Basta que ela seja eficiente e que se encaixe no sistema que o produtor tem.”


SAIBA MAIS:
O Balde Cheio é um projeto de capacitação de extensionistas com o intuito de auxiliar os produtores de leite, buscando uma maior eficiência produtiva. Foi criado há mais de 20 anos pelo pesquisador da Embrapa Artur Chinelato. Em 2007, o Balde Cheio foi trazido para Minas por iniciativa do Sistema FAEMG. Hoje, ele existe em todo o território nacional e em países do Mercosul como a Colômbia.

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