até
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Agro do Futuro e Sustentabilidade, na visão feminina

 

Conectividade, economia criativa, novas tecnologias e a implementação delas no dia a dia das fazendas foram os temas debatidos durante a live Agro do Futuro e Sustentabilidade, promovida durante o 2º Encontro de Mulheres Empreendedoras do Agro de Minas. Cinco profissionais falaram de experiências, desafios e conquistas. Leia abaixo:

 

Gisele Ramos, coordenadora de Inovação do INAES

  • A primeira fase do AgroUp foi o levantamento de produtores. A pesquisa demonstrou que a maioria deles é de pequenos e médios e estão inseridos em uma realidade que não é tão favorável à implementação de tecnologias. Ainda temos muito em que evoluir!”

  • Sobre motivação dos colaboradores, no agro não é diferente! As pessoas estão evoluindo da mesma maneira. O salário não é tudo, as pessoas querem se sentir mais valorizadas e querem se sentir fazendo parte de um propósito.”

  • Quando não há motivação, perdemos os colaboradores das propriedades para as indústrias e comércios que tragam benefícios.”

  • A ideia é ter lideranças que criem movimentos, um líder de negócios com visão e propósitos.”

 

Natália Fernandes, superintendente técnica adjunta da CNA

  • O produtor rural ainda enfrenta desafios como acesso ao crédito, obtenção de licença, outorga, questões burocráticas que fazem parte do dia a dia deles.”

  • O agro é muito diverso. 70% dos estabelecimentos não têm cobertura de internet, o que dificulta a implementação da tecnologia, o que impede de trazer o processo tecnológico completo e usufruir de todo o potencial que ele proporciona.”

  • Produtores que compram on-line no Brasil chegam a 36% e, nos EUA, 24%. Um dado que demonstra o apetite do brasileiro pela implementação da tecnologia.”

  • Graças à pandemia, foi possível um avanço na inclusão digital no meio rural. Vimos nascer novas organizações de produtores que se uniram para vender insumos, por exemplo, pois perderam seus canais tradicionais de comercialização. Também percebemos mais produtores fazendo empréstimo via aplicativos. Isso pode ser uma tendência!”

 

Daniela Santana, mentora executiva e palestrante

  • O principal gargalo dentro do contexto rural é a gestão de pessoas, é você conseguir fazer capacitação e mudar a mentalidade passada de avô para pai, baseada em hierarquia. Importante é falarmos de liderança, de desenvolvermos um profissional dentro do contexto da tecnologia.”

  • Eu acredito que vamos protagonizar a revolução digital. Mas, precisamos fazer um aprimoramento das pessoas. Não é só o filho que sai da fazenda para se formar e volta, mas tem um conceito de liderança que não é desenvolvido na faculdade, de gerir pessoas, e que precisa ser estimulado.”

  • Esse líder precisa pensar: como vou desdobrar os conhecimentos para os funcionários da fazenda? Os colaboradores precisam ter entendimento sobre o que estão fazendo, saber como reduzir desperdício dentro do processo, entre outras iniciativas.”

 

Rowena Petrol, presidente da Irriganor

  • O Nordeste de Minas é a região que mais irriga por aspersão. E na década de 1980 praticamente não tinha irrigação nenhuma!”

  • O nosso grande desafio nas fazendas é transformar essas novas tecnologias em ferramentas que possam ser utilizadas por trabalhadores de baixa escolaridade.”

  • Nossa legislação ambiental é tremendamente primitiva. A pedido da Assessoria Ambiental do Sistema FAEMG, eu fiz um levantamento que demonstrou que, em 10 anos, eu gastei R$ 1,2 milhão com questões ambientais. E não foi para comprar área de reserva, mas para fazer adequações.”

  • A agricultura sem irrigação não é garantida. Minas tem potencial para se tornar o celeiro do país, se fizermos modificações na legislação, no entendimento, sobre cobrança de uso de água e questões correlatas.”

  • Na questão da revolução tecnológica, eu nunca tinha feito uma reunião por vídeo. Antes, uma vez por mês, nos reuníamos com a associação, em Unaí, para debater questões, mas agora, fazemos tudo on-line.”

  • Perdi 20 mil sacas de soja sem condições para ser enviada para exportação por causa de falha na termometria. Hoje, eu tenho termometria no meu celular!”

  • Nós estamos vivendo uma era de muita transformação no campo e vamos precisar muito das empresas tecnológicas. O desafio das startups é transformar essas tecnologias em uma linguagem simples para essas pessoas que não sabem lidar com elas.”

  • Eu vejo desafios como oportunidades. De vez em quando, abrimos as portas da fazenda para trazermos os jovens universitários.”

 

Márcia Andrade, gerente de Economia Criativa da Fiemg e do P7 Criativo

  • O P7 Criativo é um hub de conexões onde o agro se apresenta por meio da gastronomia e da tecnologia.”

  • A gastronomia é uma referência importante quando falamos do nosso estado. Quando se pensa em Minas, pensamos em alimentação: queijo, vinho, cachaça, entre outros.”

  • O momento é de adotarmos novas práticas e criarmos com escassez.”

  • O Brasil investe pouco na educação voltada para agricultura, não se dá valor a essa qualificação. Quando se investe na educação, vemos o crescimento nessa área.”

  • No agro, a economia criativa também se fortalece na gestão do negócio. O SENAR aposta muitos nos cursos para aumentar a competitividade e produtividade. Nisso, a economia criativa pode ser vista como uma boa condição no gerenciamento da propriedade, já que ela, entre outras funções, traz novos olhares.”

  • Até cinco anos existiam poucas startups do agro e esse número vem crescendo. A criatividade agrega valor à produção, como por exemplo, desenvolvimento de novas embalagens.”

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