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quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Exportação no Agro

A quarta live do 2º Encontro de Mulheres Empreendedoras do Agro de Minas abordou os desafios e as oportunidades na exportação no agro. Quatro profissionais compartilharam suas vivências e destacaram temas como cultura exportadora, agregação de valor, conhecimento do cliente, rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. A live foi conduzida pela analista de agronegócios do Sistema FAEMG, Ana Carolina Gomes.

Camila Sande - coordenadora de Exportação da CNA

“O foco do AgroBR, da CNA e Apex, é levar o verdadeiro sabor do Brasil para o exterior. O programa atua desde a base, na produção, com a parceria do SENAR MINAS. Passa por capacitações para exportação, desenvolvimento do plano de exportação e culmina na exportação. É importante que o produtor saiba que é possível entrar no mercado internacional. O objetivo do AgroBR é trazer mais renda para o produtor, fazendo com ele se torne parte mais ciente do processo de estar no mercado internacional.”

 

Flávia Barbosa – diretora-executiva da Exportadora de Café Guaxupé

“Existem muitas razões para o produtor exportar. A principal, até agora, é que a gente não consegue absorver todo o café dentro do país, apesar de sermos o segundo maior mercado consumidor do mundo. Segundo a ABIC, das 61 milhões de sacas que o Brasil produz, 21 milhões são consumidas no mercado interno. E estamos caminhando para absorver mais cafés de qualidade e diferenciados. O mercado lá fora ainda capta nossos melhores cafés. E temos visto o crescimento dessa demanda, com maior número de cafeterias e o consumidor com o paladar cada vez mais apurado. Eles dão muito valor aos três pilares que o produtor tem a oferecer no Brasil, que é a qualidade, história (origem do café) e a sustentabilidade – pilar, aliás, em que o Brasil se destaca. Cada vez mais, somos vistos com essa diferenciação.”

 

Mírian Xavier - consultora na CompartVeg

“O mercado externo interessa-se pela história, sustentabilidade e qualidade. Com relação à certificação, cada país tem os seus critérios, inclusive em mercados específicos dentro do país ou região. É preciso estar atento a tudo isso. Na nossa consultoria, trabalhamos mais com o mercado de frutas e hortaliças. Dentro desse setor, tem a maior norma, que é reconhecida mundialmente por certificar boas práticas agrícolas: o produtor que tem esse selo tem mais voz para a comercialização no mercado externo. Mais importante do que o certificado, é como o produtor mostra o porquê disso estar implementado.”

 

Nilda Lage - presidente da Abanorte

“O Norte de Minas tem 35 mil hectares de frutas, e hoje temos 50 produtores com certificação. Nosso carro-chefe é a banana prata, um produto genuinamente brasileiro, muito demandado lá fora, mas ainda não temos uma tecnologia que seja menos onerosa para atingir o mercado internacional. Temos grandes desafios: mais investimento para aumentar a vida da banana verde, implementar novas práticas agrícolas, quebrar o paradigma de que só os grandes acessam o mercado internacional. Outro desafio é que, no Norte de Minas, ainda não temos uma cultura exportadora. O mercado internacional está altamente demandante de frutas tropicais e precisamos estar permanentemente conectados com entidades de fomento à exportação. Exportar agrega valor à produção, melhora o preço no mercado interno, é uma oportunidade de profissionalizar ainda mais o nosso segmento.”

 

Para assistir à live completa, clique aqui:

Perdeu as primeiras lives do 2º Encontro de Mulheres Empreendedoras do Agro de Minas? Veja aqui:

Agro: uma agenda do futuro, uma agenda do passado 

Agregação de valor 

Agro do Futuro e Sustentabilidade, na visão feminina

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