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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Veja o PIB dos Estados brasileiros
Folha de São Paulo
Motor da economia brasileira e maior parque fabril do país, o Estado de São Paulo perde peso no PIB (Produto Interno Bruto) nacional numa tendência de longo prazo, que se acelerou em 2011 diante do fraco desempenho do setor industrial.
 
Pelos dados das Contas Regionais do IBGE, a participação de São Paulo, que permanece em primeiro lugar no ranking, no PIB caiu 0,5 ponto percentual, ao passar de 33,1% em 2010 para 32,6% em 2011. Trata-se do menor peso na série iniciada em 2002 --naquele ano, a fatia do Estado era de 34,6%.
 
Estados médios ganham maior fatia do PIB brasileiro
 
Os dados do PIB mostram que o Estado perde espaço não só para seus pares de economia de médio porte, como Pernambuco e Bahia, mas também para os vizinhos do Sudeste.
 
Embora a região Sudeste tenha mantido sua participação de 55,4% no PIB brasileiro na comparação entre 2010 e 2011, houve uma redistribuição do peso entre os quatro estados da região.
 
São Paulo cedeu espaço para o Rio de Janeiro principalmente, que ganhou 0,4 ponto percentual (de 10,8% em 2010 para 11,2% em 2011) e Espírito Santo, 0,2 ponto (de 2,2% para 2,4%). Minas Gerais se manteve com 9,3%.
 
SETOR INDUSTRIAL
 
Os resultados refletem, sobretudo, o desempenho da indústria, setor com importância para São Paulo maior do que em outras regiões.
 
O ano de 2010 foi o primeiro de uma forte recuperação pós-crise de 2008 e 2009 e a indústria e o PIB cresceram com força e carrearam a economia paulista.
 
Já em 2011 a melhora não se sustentou e tanto o PIB como especialmente a indústria patinaram e o Estado de São Paulo, com sua indústria mais diversificada e voltada ao mercado externo, sentiu os reflexos.
 
Especialistas dizem que São Paulo funciona sempre como um "farol", isto é, costuma ser o primeiro a sentir o impacto tanto quando a economia vai bem como quando vai mal e a sinalizar a direção conjuntural que virá à frente.
 
Segundo especialistas, a julgar pelos fracos resultados da indústria em 2012 e neste ano, existe a possibilidade de São Paulo perder ainda mais terreno na economia nacional.
 

Confira a participação dos Estados no PIB

Estado Participação (em %) - 2011
NORTE  
Rondônia 0,7
Acre 0,2
Amazonas 1,6
Roraima 0,2
Pará 2,1
Amapá 0,2
Tocantins 0,4
NORDESTE  
Maranhão 1,3
Piauí 0,6
Ceará 2,1
Rio Grande do Norte 0,9
Paraíba 0,9
Pernambuco 2,5
Alagoas 0,7
Sergipe 0,6
Bahia 3,9
SUDESTE  
Minas Gerais 9,3
Espírito Santo 2,4
Rio de Janeiro 11,2
São Paulo 32,6
SUL  
Paraná 5,8
Santa Catarina 4,1
Rio Grande do Sul 6,4
CENTRO-OESTE  
Mato Grosso do Sul 1,2
Mato Grosso 1,7
Goiás 2,7
Distrito Federal 4

FONTE: IBGE

REGIÕES

Por regiões, nota-se uma desconcentração, ainda que bastante lenta do PIB de 2002 a 2011. Tal movimento fez a produção "migrar" mais para áreas de nova fronteira agrícola e ocupação mais recente, como os Estados do Norte e Centro-Oeste, e menos para o Nordeste.

O peso do Norte no PIB, por exemplo, avançou de 4,7% em 2002 para 5,4% em 2011. Já o do Centro-Oeste subiu de 8,8% para 9,6% nesse intervalo. No período, o Nordeste ganhou menos participação --de 13% para 13,4%.

Já as regiões Sudeste e Sul perderam espaço na produção nacional de bens e serviços. Seus pesos caíram de 56,7% para 55,4% e 16,9% para 16,2%, respectivamente.

Há ainda, porém, uma forte concentração nas áreas mais ricas e onde historicamente os investimentos foram maiores e a indústria se instalou primeiro. Juntos, Sul e Sudeste correspondem a quase três quartos da economia do país.

De 2010 para 2011, porém, a região Sudeste manteve participação de 55,4% do PIB e não ocorreu nenhuma alteração significativa, exceto o crescimento de 0,3 ponto percentual do Centro-Oeste --para 9,6% em 2011 diante do bom desempenho do agronegócio.

Confira a participação das Regiões no PIB

Região Participação (em %) - 2011
Norte 5,4
Nordeste 13,4
Sudeste 55,4
Sul 16,2
Centro-Oeste 9,2

FONTE: IBGE

PIB per capita

Em 2011, sete Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná) mais o Distrito Federal apresentaram PIB per capita acima da média brasileira (R$ 21.535,65).

Com o maior PIB per capita do país, sede do governo federal e de importantes bancos públicos, o Distrito Federal apresentava uma cifra de R$ 63.020,02. O número correspondia a quase três vezes a média brasileira e quase o dobro da registrada em São Paulo (R$ 32.449,06), o segundo maior do país.

Entre os Estados com PIB per capita menor, encontram-se Maranhão (R$ 7.852,71) e Piauí (R$ 7.835,75). Os valores correspondiam a apenas 36% da média brasileira.

O PIB per capita é a divisão do PIB, em valor, de um país ou região pelo número de habitantes. Não é tido como uma boa medida de condições de vida pois não considera outros fatores, como acesso a saúde, educação e serviços públicos. Também não leva em conta os preços regionais --o que faz diferença na hora de mensurar o poder de compra de cada área.

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