Vendas online ‘salvam’ família em Bambuí

 

Eliane e o marido João Batista Pio são horticultores em Bambuí. Com o fechamento do comércio local em função da pandemia, eles ficaram numa situação difícil. Como escoar a produção de mais de 40 variedades de frutas, verduras e hortaliças? “Entramos em desespero”, conta Eliane. 

Um dos clientes sugeriu divulgar o contato deles em um grupo de WhatsApp. Todos gostaram da ideia. 

Os filhos Bruno, 15 e Joyce, 17, batizaram o grupo no aplicativo de “Verduras Delivery”. Deu certo. Em menos de uma semana, eles já tinham 70 clientes cadastrados. Hoje, dois meses depois, já são quase 100. “Não estamos dando conta de atender tantos pedidos”, disse Eliane.

Eles ainda não tiveram tempo de fazer as contas. Mas calculam que as vendas tenham dobrado e que o aumento da renda esteja em torno dos 20%. 

A nova modalidade trouxe outras vantagens: o não-desperdício (não há as sobras comuns nas feiras, uma vez que eles entregam apenas o que foi pedido); menos trabalho (as tarefas são divididas por todos e eles podem descansar nos fins-de-semana) e maior praticidade porque o cliente, sabendo de antemão o valor da compra, separa a quantia certa de dinheiro.

Se as vendas online continuarem em alta, eles não devem voltar para a feira. A família é um exemplo de como se reinventar em meio à crise. Feliz, Eliane manda um recado a todos os produtores: “Não desanimem! Sejam criativos, troquem ideia com os amigos... vai surgir uma solução e tudo voltará ao normal”, disse Eliane.