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Graças à tecnologia, declive não impede ganhos em Lambari

ATEG CAFÉ + FORTE
ESCRITO POR GISELE NISHIYAMA, DE LAVRAS
23/05/2022 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

De acordo com o gerente regional em Lavras, Rodrigo Ferreira, “O Programa ATeG permite ao produtor fazer um planejamento da atividade de acordo com o diagnóstico individualizado”. Na região de Lambari, onde há bastante declive, o programa vem transformando vidas e implementando tecnologias nas lavouras de café. Isto significa que cada produtor atendido pelo ATeG Café+Forte tem sua situação delineada a partir dos dados levantados e o técnico faz um planejamento voltado para eficiência da utilização de recursos empregados.

Segundo o supervisor do ATeG Café+Forte Leandro de Freitas Santos, “a região de Lambari, é uma região de muita montanha e as lavouras são todas manuais, não tem praticamente nenhuma mecânica. A grande dificuldade dos produtores é realmente realizar as suas atividades nessas condições, principalmente a de pulverização. A maioria dos produtores utiliza a bomba costal, mas, por mais cuidado que tomem, correm o risco de acidentes, como tombos e de se contaminar com o produto”.

Ele explicou que, por isso, o técnico normalmente sugere a utilização do pulverizador de canhão, que fica estacionado nos carreadores. “Pode-se notar uma eficiência muito grande, principalmente na época de aplicação. Conseguimos fazer as atividades na época correta, alguns produtores passaram a fazer de duas a três aplicações e, com isto, tiveram resultados muito significativos na produção”, concluiu.

Um dos modelos existentes de pulverizador de canhão (Foto: Raiz Implementos)

Conhecimento de causa

O técnico de campo Gustavo Vieira conhece bem as particularidades das lavouras do município e as dificuldades do manejo: “incentivamos os produtores a adquirirem o pulverizador de canhão, tendo o cuidado também com a parte de nutrição e controle de doenças. Além de fazerem a pulverização na hora certa, eles viram que a agilidade era muito grande, em dois ou três dias. O resultado aparece muito rápido e muito nítido”.

Os produtores perceberam que as fazendas em que não havia o devido controle a doença atacava mais, por vezes com maior desfolha, como acrescentou Gustavo. “O produtor com o tratamento individualizado consegue uma lavoura mais vigorosa, mais produtiva, com uma melhora também na qualidade, o que vai proporcionar um retorno financeiro melhor para ele. Além disso, com o pulverizador, a questão de riscos também diminui bastante, como por exemplo, de uma queda por conta do terreno”.

Para o cafeicultor Leandro Gomes da Silva, há a expectativa de que ano que vem a produtividade seja maior, devido à assistência proporcionada pelo técnico. “Gustavo é um ótimo agrônomo, responde rápido a qualquer dúvida. A recomendação de pulverização é perfeita, ele recomenda o banho na época certa, em que época é comum determinada doença, para prevenção. Também senti impacto na mão-de-obra, que diminuiu”.

“Foi uma beleza!”

Leandro ainda relata outras melhorias: “é muito importante a orientação sobre a época certa de herbicidas, controle, manejo, desbrota. Ele também me ajudou a entender as análises que tive de solo e folhas. Os níveis de calcário que tinha há três anos, sem a orientação do SENAR, eram muito altos, minhas terras estavam desequilibradas, agora estão quase chegando ao ponto ideal. A produtividade, em relação ao uso de tecnologia, facilidades, ideias novas, tudo melhorou, o Gustavo tem uma mente muita aberta e, como também é cafeicultor, tem a prática”, elogiou.

Com a assistência técnica e gerencial, os produtores também investiram em outras melhorias na estrutura da propriedade. “Deu uma facilitada. Agora temos maior facilidade em mexer no terreiro, o que compensa. O técnico recomendou comprar o pulverizador de canhão, então nós sentamos à mesa e vimos que, por hectare, compensaria. Também colocamos energia fotovoltaica, o secador e estamos sendo orientados para buscar a certificação”, detalhou Leandro.

Da mesma forma, o produtor de café Wagner dos Santos Magalhães diz que, no Sítio Cachoeira, a implementação do canhão orientado pelo técnico Gustavo facilitou bastante, pois ele não tem mão-de-obra: “a eficiência aumentou muito, a produtividade da lavoura está toda boa, graças a Deus. Foi um sucesso e o Gustavo dando assistência aqui para mim também foi uma beleza, veio para facilitar. Se não fosse o trator e o canhão, eu nem ia banhar a lavoura. Além disso, a produção aumentou muito, eu e meu pai estamos muito satisfeitos. O Sistema FAEMG com certeza implementou uma ótima melhoria aqui na propriedade, aumentou a produção”.