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Programa Aprendizagem Rural fecha setembro com reflexão

SAÚDE
ESCRITO POR JOSIANE MOREIRA, DE SETE LAGOAS
01/10/2021 . SENAR

As duas turmas do Programa Aprendizagem Rural na cadeia da Avicultura, em São João da Varginha, onde ficam as granjas da empresa parceira do programa, a Francap, participaram do curso Saúde Reprodutiva e Prevenção às Drogas. Para fechar setembro, mês de prevenção ao suicídio, o conteúdo também abordou questões importantes sobre o tema.

A instrutora responsável por ministrar o curso foi Solange Regina Pinto. Ela orientou que os jovens confeccionassem cartazes com frases motivacionais e entregassem ao CRAS da cidade para uma caminhada de cunho social sobre o assunto. Segundo ela, a Aprendizagem Rural se preocupa com a formação integral do jovem aprendiz, e vários temas comportamentais fazem parte do programa, além desse.

Turma fechou setembro com reflexão sobre ansiedade, depressão e suicídio

“Após falar sobre depressão e ansiedade, sintomas e necessidade de buscar tratamento, enfatizei as principais questões que levam ao pensamento suicida.  Normalmente, o que se pretende é acabar com uma dor específica, mas, às vezes, a situação está tão difícil que achar forças para pedir ajuda parece distante”, explicou a instrutora. 

Solange comentou ainda que, para mudar o mundo, é necessário transformar atitudes e comportamentos individuais primeiro, e que pequenos gestos fazem toda a diferença. “Espero que os jovens entendam que, por mais simples e pequeno que seja o gesto de solidariedade, ele pode ter um grande impacto significativo na vida do outro”.

Buscar ajuda salva vidas

A reflexão veio em boa hora para Roziane Nicole Gonçalves de Souza, aluna do programa. “Não é fácil. Digo por experiência própria que, sozinha, jamais teria superado. Tive uma crise de depressão e tentei suicídio após perder o meu filho, durante a gravidez. Quando estamos no abismo, esquecemos do sofrimento que podemos causar não só a nós mesmos, mas ao outro também. Hoje consigo ver que Deus me deu uma nova chance e falar sobre este assunto pode salvar vidas”, relatou Roziane. 

Quebrando o tabu

Pesquisa realizada pela insurtech brasileira Azos indica que, entre 2014 e 2019, o número de suicídios no Brasil aumentou em 28%. De acordo com a empresa, entre jovens de 11 a 20 anos, houve um aumento de casos de 49,6% no período. 

Solange Pinto explica que a transição entre a infância e a fase adulta é um momento de turbulência emocional, o que desencadeia transtornos. “O funcionamento cerebral é instável, tornando o comportamento do jovem vulnerável e aumentando a impulsividade. Quando esse comportamento vira caso de saúde, esbarramos no preconceito com relação à saúde mental. Ninguém hesita em procurar um ortopedista se está com o braço quebrado, ou um cardiologista se o funcionamento do coração está diferenciado, mas se a mente está adoecida, procurar psicólogo ou psiquiatra ainda é considerado um grande tabu”, alertou a instrutora.