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Inaes apresenta planejamento estratégico

INAES
ESCRITO POR FERNANDA TEIXEIRA, DE BELO HORIZONTE
09/06/2026 . SISTEMA FAEMG, INAES

 

Planejamento define prioridades para fortalecer a atuação do instituto, ampliar a conexão com os produtores e impulsionar soluções para o agro

O Instituto Antonio Ernesto de Salvo (Inaes) apresentou, na manhã desta terça-feira (9/6), na sede do Sistema Faemg Senar, seu novo planejamento estratégico. Elaborado ao longo de nove meses, o documento vai orientar a atuação da instituição até 2030 e marca um novo ciclo de fortalecimento institucional, com foco em inovação, inteligência de dados, sustentabilidade e geração de valor para os produtores rurais mineiros.

A iniciativa reafirma o papel do Inaes dentro do Sistema Faemg Senar e estabelece diretrizes para uma atuação cada vez mais alinhada às demandas do setor agropecuário, às oportunidades de desenvolvimento e à disseminação de conhecimento para o campo.

O presidente do Inaes, Renato Laguardia, destacou o processo de transformação vivido pela instituição nos últimos anos e sua integração com as demais entidades do Sistema. “Nossa missão é fortalecer os sindicatos de produtores rurais, fomentar a inovação, apoiar a pesquisa e contribuir para a sustentabilidade econômica do setor produtivo”, afirmou.

O superintendente de Agronegócio e Inovação do Sistema Faemg Senar, Bruno Rocha de Melo, explicou que o planejamento surgiu da necessidade de consolidar uma linha de atuação mais clara para o instituto, que completa 18 anos de existência. “O Inaes já fazia parte do Sistema Faemg Senar, mas precisava definir com mais clareza seu papel e sua contribuição estratégica. Esse planejamento nos permite direcionar esforços, ampliar nossa atuação e os resultados entregues aos produtores rurais”.

O superintendente de Agronegócio e Inovação do Sistema Faemg Senar, Bruno Rocha de Melo, explicou as diretrizes do planejamento

Planejamento

O planejamento foi construído a partir de um amplo diagnóstico institucional, que envolveu mais de 40 entrevistas com lideranças do agro, pesquisadores, universidades, sindicatos, produtores rurais e organizações parceiras. O trabalho também incluiu análises de mercado, benchmarking com instituições de referência e uma avaliação do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio.

“Nós transformamos o potencial institucional do Inaes em uma direção clara de longo prazo e construímos um plano capaz de ampliar a relevância da instituição para o agro mineiro e brasileiro”, ressaltou a consultora responsável pelo processo, Heloísa Regina Guimarães de Menezes.

Superintendente de Agronegócio e Inovação Bruno Rocha de Melo, consultora Heloísa Regina Guimarães de Menezes e Renato Laguardia, presidente do Inaes

Com base no diagnóstico, foram definidas três frentes prioritárias de atuação. A primeira é a inovação, com a criação de um hub para aproximar produtores rurais, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de ciência e tecnologia. A segunda é a sustentabilidade, por meio da estruturação de uma Central de Apoio ao Produtor Rural. Já a terceira é a inteligência, com a criação de um núcleo voltado à produção e análise de dados para apoiar produtores, sindicatos, mercado e imprensa.

“O Inaes tem uma capacidade muito importante de dialogar com diferentes setores, aproximar parceiros e contribuir para a construção de soluções inovadoras. Isso amplia as possibilidades de atuação do Sistema e fortalece a entrega de resultados para o produtor rural”, destacou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

Rede do Agro

Durante o evento, o Inaes também lançou a marca Rede do Agro, iniciativa que conecta produtores e fornecedores para a realização de compras coletivas de insumos, ampliando o poder de negociação e reduzindo custos, especialmente para pequenos e médios produtores.

Segundo Bruno Rocha de Melo muitas vezes, um pequeno produtor não consegue negociar diretamente com a indústria. “Quando ele se une a outros produtores, passa a ter acesso a preços melhores e oportunidades que antes não estavam ao seu alcance”, explicou.

Nos últimos 12 meses, a Rede do Agro movimentou cerca de R$ 3,5 milhões em negociações e gerou uma economia média de 11% aos participantes, o equivalente a mais de R$ 330 mil em redução de custos. Além das compras coletivas, a iniciativa incentiva o planejamento das aquisições, permitindo que os produtores comprem insumos em períodos mais favoráveis e reduzam os impactos da sazonalidade dos preços. “O sindicato é a ponte entre o produtor e as oportunidades. Utilizamos essa capilaridade para levar soluções concretas ao campo”, concluiu Bruno.

Equipe do Inaes e diretoria do Sistema Faemg Senar