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Café nas alturas: desafios e soluções

DIA DE CAMPO ATEG
ESCRITO POR LÍLIAN MOURA, DE VIÇOSA
19/04/2023 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, FAEMG

Dia de Campo do ATeG Café+Forte reuniu cerca de 300 produtores em Santa Margarida

 

A mecanização nas lavouras como solução para a falta de mão de obra foi o destaque no Dia de Campo que tratou dos desafios e alternativas para a cafeicultura de montanha realizado em Santa Margarida, na Zona da Mata. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Santa Margarida em parceria com o Programa de Assistência Técnica e Gerencial - ATeG Café+Forte do Sistema Faemg Senar e reuniu cerca de 300 produtores e técnicos do programa.

A família de Vera Lúcia de Melo Borges iniciou, em 2021, uma produção de café orgânico em Manhuaçu. Ela esteve no Dia de Campo com o marido e o filho, e contou que o evento foi “uma oportunidade de ver de perto possibilidades e facilitadores para o trabalho como a pulverização com drone, e o maquinário na lavoura que diminui a necessidade de mão de obra, sem prejudicar a produtividade. Foi um dia muito produtivo, estou muito feliz”.

O agricultor familiar, Gênesis Nogueira, assistido pelo ATeG em Caparaó, disse que a ideia do plantio morro acima pode ser uma alternativa viável para ele “com o uso da mecanização, eu acredito que podemos fazer um ótimo trabalho plantando assim. Nós, pequenos produtores, buscamos conhecimentos para facilitar a vida e produzir mais e melhor, por isso vim ao dia de campo e gostei do que vi”.

Luiz Henrique Carvalho, de Simonésia, destacou que a mão de obra tem sido um grande gargalo para os cafeicultores, e que saber mais sobre a viabilidade da mecanização pode ajudá-lo a resolver a questão na sua propriedade. “Estou começando agora a implementar a mecanização e fiquei satisfeito com as experiências que vimos aqui. Volto para casa com várias ideias para aplicar e isso é o mais importante”, comentou.

Cerca de 300 produtores participaram do evento em Santa Margarida, na Zona da Mata

 

O supervisor do ATeG Café+Forte na região, Daniel Prado, destacou a grande presença de técnicos de campo do programa no evento e lembrou que a escolha do tema do encontro foi corroborada por eles. “A demanda pelo tema veio deles, que acompanham o dia a dia dos produtores, por isso o técnico de campo tem um papel importante de estar junto com o seu grupo no Dia de Campo e mostrar aos produtores, na prática, o que eles apresentam como possibilidades durante as visitas”.

O Dia de Campo contou com a palestra do consultor master do ATeG Café+Forte, Henrique Santos, e demonstrações práticas. “O evento foi de extrema importância porque aproxima o produtor das tecnologias e o incentiva a usá-la a seu favor”, pontuou o presidente do Sindicato, Fabrício Otoni Vieira.

“O objetivo foi trazer novas tecnologias de manejo, terraceamento, os cuidados necessários à plantação de lavouras morro abaixo e como o produtor pode usar a mecanização a seu favor para diminuir custos e agilizar processos, por exemplo com a utilização de pulverizações utilizando drones”, destacou o gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis. 

  

Fazenda Cachoeirinha

O evento aconteceu na Fazenda Cachoeirinha, propriedade do técnico de campo do ATeG Café+Forte, Tadeu Otoni. Ele salientou que compartilhar as alternativas colocadas em prática no local é uma maneira de buscar avanços para a região. Ele agradeceu a presença de todos e o auxílio do Sistema Faemg Senar para o desenvolvimento das novas experiências, com segurança.

O supervisor do ATeG Café+Forte na região, Daniel Prado, afirmou que a fazenda é um exemplo de manejo e cuidado que pode inspirar os produtores a se abrirem para as novidades. “O produtor aceitou nosso convite, o que mostra que ele está junto com a gente na busca para a solução dos desafios da cafeicultura de montanha”.

 

Fazenda Cachoeirinha, onde foi realizado o Dia de Campo, é exemplo de manejo do café

Daniel apontou o aumento do custo da mão de obra como um dos principais pontos de atenção na região. “Esse custo vem impactando a produção a cada ano e temos poucas alternativas viáveis comercialmente para o pequeno produtor. Reunimos no evento ideias que podem ser colocadas em prática para que a nossa cafeicultura siga crescendo com qualidade”, concluiu. 

 

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