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Encontro discute o manejo de abelhas em Juiz de Fora

ATEG APICULTURA
ESCRITO POR FLÁVIO CHRISTO, DE JUIZ DE FORA
19/06/2024 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

A apicultura é uma atividade produtiva estritamente ligada à ecologia e que gera renda para produtores rurais na região de Juiz de Fora. Para discutir o manejo e o aumento da produtividade do setor, foi realizado o 3º Encontro Regional de Apicultores e Meliponicultores, realizado pelo Sistema Faemg Senar, Sindicato Rural de Juiz de Fora e Associação de Apicultores e Meliponicultores de Juiz de Fora e Região (APIJUR).

Encontro foi realizado no Restaurante Rancho Alegre

Durante um sábado inteiro, cerca de 70 criadores de abelhas participaram de seminários que abordaram as técnicas atualizadas na criação dos insetos que, além de produzir mel, própolis e cera, são essenciais na polinização de plantas que servem para a alimentação de pessoas e animais. “Nosso trabalho é apoiar essa produção, enxergar o potencial, trazer novos conceitos para os produtores e profissionalizá-los”, afirmou Emerson Simão, gerente regional do Sistema Faemg Senar.

Atuando na região desde o início de 2024, o Programa de Assistência Técnica e Gerencial - ATeG Apicultura, vem trazendo mais conhecimento e técnicas atualizadas para os produtores. Os seminários realizados durante o encontro serviram para complementar os conteúdos apresentados na assistência. “Queremos ajudar a melhorar o manejo e aumentar a produtividade das colmeias”, contou Alex Ferreira, presidente da APIJUR.

Alex Ferreira com a equipe do Sindicato Rural de Juiz de Fora e do Sistema Faemg Senar 

Há mais de 30 anos no ramo, o apicultor Leonardo Tarquínio, de Paty do Alferes, no Rio de Janeiro, aproveitou o sábado para participar do evento e se atualizar sobre técnicas de criação. “É importante encontrar outras pessoas do setor. Além do aprendizado do seminário, tem a troca de experiências, que é muito boa”.

Programação para o público infantil

Não foram apenas os adultos que puderam aprender um pouco mais sobre as abelhas. Alunos da escola municipal Padre Caetano, do distrito de Monte Verde, acompanharam a programação e conheceram de perto diversas espécies de abelhas sem ferrão. “Temos feito esse trabalho de levar crianças ao meliponário, para que essa geração tenha mais conhecimento sobre o assunto e consciência ambiental”, contou Alex Ferreira.

Alunos da escola municipal Padre Caetano conheceram abelhas sem ferrão

A criação de abelhas pode ser dividida em dois ramos:  a apicultura, que trata das abelhas africanizadas e com ferrão, e a meliponicultura, a criação de abelhas nativas e sem ferrão.  Alice do Carmo, mãe de Milena, não sabia disso. Ela e a filha acompanharam as visitas ao meliponário e conheceram diversas espécies novas do animal.

“Eu tinha medo, para mim toda abelha era perigosa. A minha filha já foi picada. Hoje eu fiquei menos apreensiva pois sei que nem sempre tem perigo”, contou Alice. Ela e dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de conhecer colmeias de várias espécies de abelhas nativas, como jataí, irapuã, mandaçaia, mirim-luci, mirim-droryana e boca de sapo. Também foram apresentados produtos como mel, própolis e sabonetes feitos com cera de abelha. 

Alice e a filha, Milena
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