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Pecuária leiteira é tema de evento na Femec

FEMEC
ESCRITO POR CRISTIANE MENDONÇA, ASCOM
03/04/2024 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, INAES, FAEMG

Dando continuidade às ações do movimento “Minas Grita pelo Leite!”, que reuniu mais de 7 mil produtores rurais em Belo Horizonte, o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, e o presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite, Jônadan Ma, participaram da mesa redonda “Agenda do Leite”, nessa terça-feira (2), durante a Femec, em Uberlândia. 

Entre os convidados para o debate estavam também o presidente do SPR de Uberlândia, Thiago Silveira; a deputada federal e presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite, Ana Paula Junqueira; o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes; o presidente da Girolando, Domício Arruda; o presidente da CCPR, Marcelo Candioto; e o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Vicente Nogueira, tendo sido moderador do debate o diretor da Berrante Comunicação, Gustavo Ribeiro.

Os vice-presidentes do Sistema Faemg Senar, Ebinho Bernardes e Renato Laguardia, e o assessor especial da diretoria, Antônio Álvares (Toninho de Pompéu), também estiveram presentes no encontro.

A reunião teve início com um brinde em menção ao desafio que convida produtores rurais a postarem um vídeo bebendo um copo de leite para reafirmar a importância do consumo da bebida pela população e a valorização da cadeia produtiva. Por vídeo, o governador de Minas, Romeu Zema, também participou do brinde e frisou que “os 220 mil micros e pequenos produtores de leite de Minas precisam ter um maior acesso ao mercado e que seja incentivado o consumo desse produto tão mineiro e nutritivo”.

Mesa redonda

Os debates da mesa redonda foram guiados pela conquista do movimento “Minas Grita pelo Leite!” que fez com que empresas que importam leite em pó no estado deixem de ter acesso ao Regime Especial de Tributação (RET). A ação resulta em 18% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na etapa de comercialização dos produtos.

Para o presidente do SPR de Uberlândia, Thiago Silveira, “a Faemg é a guardiã dos sindicatos já que trabalha com aqueles que têm a caneta para tomar decisões de proteção ao produtor rural, pois muitas vezes fomos a Brasília, outras cidades, ficamos esperando solução e não tinha, mas foram a Federação de Minas e a CT as motivadoras do movimento em até outros estados”, avaliou.

Reconhecimento que o presidente Antônio de Salvo disse ter sido possível graças à união do setor. “Ou nós vamos continuar trabalhando de forma diferente ou nós vamos, a cada ano, cobrar das lideranças políticas, pois o setor não pode ficar de braços cruzados à mercê dos governos.” E relembrou o resultado de uma pesquisa feita com 3.514 moradores de cidades mineiras que apontou que 41% dos entrevistados veem a agropecuária como a principal atividade econômica do estado. “A pesquisa também mostrou, para a nossa surpresa maior, que a imagem do agro é uma imagem positiva para 78% dos mineiros, sendo assim, o que nós estamos esperando para mostrar à sociedade, que gosta de nós, quem somos e qual é o espaço que nós devemos ter?”, questionou.

O presidente da CT de Pecuária de Leite, Jônadan Ma, reforçou a importância dos produtores rurais, pequenos e grandes, de fazerem parte de grupos associativos. “Eu acredito no lema que a união faz a força! E quem acreditava que nós, como produtores, não podíamos nos unir, se enganou. Se eu faço parte de uma cooperativa que faz parte de uma federação, e esta federação faz parte de uma entidade nacional, somos mais fortes. A presença de vocês mostra que não é pelo tamanho, mas pela nossa união!”.

“O objetivo era dialogar com o Governo Federal e, assim, a gente fez. Conseguimos a publicação do Decreto que deveria entrar em vigor dia 01/02, mas sequer falava dos produtores que não são cooperados, mas o Governo de Minas e a nossa Federação mostraram que cada vitória é uma conquista. Agora faltam outros estados fazerem o mesmo! O leite também é agro e precisa ser inserido nas políticas públicas", disse a deputada federal Ana Paula Junqueira, que também é presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite.

“Nós não somos contra a importação, a importação sempre aconteceu, nos índices saudáveis ela equilibra o mercado, ela dá garantia de termos abastecimento. O Governo de Minas teve sensibilidade, nós fizemos a edição do Decreto, mas estamos em busca de outras medidas. Uma delas é cortar o leite em pó na merenda escolar e manter o leite fluido. Por isso, o nome de Minas teria que mudar e se chamar Minas Agro Gerais e mostrar a força que nós temos! Temos que eleger pessoas do nosso meio e que falam a nossa língua", frisou Thales Fernandes, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

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