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Pai e filho se destacam na criação de galinhas caipiras

AVICULTURA
ESCRITO POR REBECA NICHOLLS, DE BELO HORIZONTE (*)
01/04/2024 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

Após curso realizado pelo Senar Minas em Eugenópolis, família amplia as atividades de sua propriedade e se torna referência no fornecimento de ovos caipira

Aurélio - pai e filho - no galpão com as aves

O Sindicato dos Produtores Rurais de Eugenópolis foi sede do curso que deu o impulso necessário para que Aurélio Montezano e seu pai, também Aurélio, entrassem para a avicultura caipira. As aulas do curso Trabalhador da Avicultura de Postura Básica para Frango e Galinha Caipira foram realizadas em 2022.

Aurélio Montezano é formado em medicina veterinária e conta que sempre quis ter o próprio negócio. Antes de montar a granja, em 2023, o produtor explica que procurou conhecimento por quase dois anos e o Senar foi uma das suas fontes de aprendizagem para montar a Granja Caipira da Gema.

“A professora Jéssica possuía muito conhecimento na área e me deu toda liberdade de tirar todas as minhas dúvidas, além de incentivar e fazer uma boa amizade comigo. No curso pude pegar detalhes de manejo e criação, o que nos ajuda muito no dia a dia da granja”, ressalta.

Após finalizarem a montagem do galpão, o registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi o próximo passo. A partir disso, conseguiram alojar 1.000 galinhas já no primeiro espaço. Atualmente, se tornaram um dos maiores fornecedores de ovos caipiras da região de Eugenópolis, Muriaé e Patrocínio do Muriaé.

“Estamos comemorando um ano de granja com a meta de ampliação para mais dois galpões com 1.000 poedeiras cada para 2023. Nosso produto foi bem aceito no mercado e a ampliação é inevitável”, celebra o produtor.

Desejo de aprender

O sucesso da família chegou até a instrutora, Jessica Mansur. Ela explica que os alunos vieram ao curso já com ideia da granja, mas faltavam algumas definições. No último dia de aula, todos os participantes fizeram uma visita ao lugar em que a construção da estrutura para abrigar as aves caipiras estava começando.

“O pai estava aposentado e o filho estava trabalhando fora, na área de reprodução equina. Ele estava viajando muito e resolveu voltar para a fazenda, quando teve a ideia de entrar para a avicultura caipira. Quando entraram no curso, eles ainda não sabiam a genética que seria escolhida para as aves, mas, ao longo das aulas, viram as possibilidades para escolher” explica Jéssica.

O papel da mobilização

Os cursos do Senar são organizados por profissionais chamados agentes de desenvolvimento rural (ADRs), com base em necessidades de uma determinada região e pedidos de produtores rurais. Sebastião Cortat foi o ADR responsável pelo curso dos Aurélio – pai e filho - e explica que foi uma demanda dos próprios produtores da região, que tinham interesse em agregar valor em outras ocupações.

“A capacitação auxiliou os participantes na escolha da genética das aves de acordo com os objetivos deles, melhorando as estruturas do galpão para otimizar o desempenho das aves e pensando também na biosseguridade [prevenção de doenças] da produção. Auxiliou também para pensar também em todo planejamento da granja em geral”, ressalta Sebastião Cortat.

“Pai e filho iniciaram a granja com mil aves caipiras de postura e hoje são uns dos maiores fornecedores de ovos caipiras na região devido à alta qualidade dos ovos. Às vezes nem conseguem atender a demanda, que está cada vez maior, e estão planejando construir mais um galpão para alojar mais aves”, revelou Cortat.

 

(*) Estagiária sob supervisão da Assessoria de Comunicação do Sistema Faemg Senar