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Está aberta a 5ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas

EVENTO
ESCRITO POR FERNANDA TEIXEIRA, DA ASCOM
08/06/2023 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, INAES, FAEMG

Cerimônia de abertura ocorreu nesta quinta-feira (8/6), no Expominas, em Belo Horizonte

Cerca de 40 expositores de 11 regiões produtoras vão apresentar seus produtos, alguns premiados nacional e internacionalmente.

A 5ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas está oficialmente aberta ao público. O evento, realizado pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas, com o objetivo de promover os produtores rurais mineiros e a gastronomia local, fortalecer a economia e o turismo regional, vai até 10 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte. Durante a cerimônia de abertura, o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, falou sobre como o evento é uma importante vitrine para os queijos artesanais produzidos em Minas Gerais.

“Fico muito feliz de ver tudo o que nós, produtores, somos capazes de fazer mesmo diante dos desafios e dificuldades. Nosso estado continua avançando, o queijo mineiro virou um produto de excelência, são muitas regiões, são diferentes sabores, mas todos eles de qualidade, o que demonstra a nossa resiliência. E vamos continuar trabalhando, sempre com respeito às questões ambientais e trabalhistas, dentro da lei e da ordem. É isso que o agro sabe fazer: gerar emprego, renda e fazer a economia rodar”, disse. O presidente destacou, ainda, a importância da parceria entre agro, comércio, indústria e Governo.

Presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destaca o evento como importante vitrine para os queijos artesanais produzidos no estado.

De acordo com o presidente do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o Festival vai contar com cerca de 40 expositores das 11 regiões produtoras, que irão apresentar seus produtos, alguns deles premiados nacional e internacionalmente. “Duas toneladas e meia de queijos estão nas dependências do Expominas esperando receber muitos visitantes, não somente de Belo Horizonte e região metropolitana, mas de todo o estado, do Brasil e até mesmo internacionais. O Sebrae atua com queijos artesanais desde 2013, e em parceria com outras instituições, tenta desenvolver a cadeia produtiva”.

O subsecretário de política e economia agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Caio Coimbra, reforçou que são muitos os desafios que ainda existem em relação ao setor produtivo do queijo. “Avançamos tecnicamente e com decretos, mas ainda temos muita coisa para melhorar. O queijo é patrimônio de Minas, gerador de emprego e renda, agrega valor à cadeia e traz desenvolvimento, que é o foco desse governo”.

Minas Gerais é responsável por 40% da produção nacional de queijo. Atualmente, são produzidas no estado cerca de 43 mil toneladas de queijo artesanal por ano e 14 mil toneladas de queijos não artesanais da agroindústria familiar. A atividade é fonte de renda para milhares de famílias. O Sistema Faemg Senar investe no fomento do setor por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial da Agroindústria de Derivados Lácteos. Mais de 900 produtores já foram atendidos e cerca de 10 mil visitas realizadas por técnicos especializados a propriedades rurais desde 2019.

Comissão Técnica do Queijo Minas Artesanal

Durante a manhã, a Comissão Técnica do Queijo Minas Artesanal da Faemg reuniu produtores de queijo para um fórum de discussões sobre temas de interesse para a cadeia produtiva. Segundo o presidente da Comissão, Frank Barroso, o objetivo do encontro foi ouvir os anseios dos produtores rurais de todas as regiões do estado, para entender o que pode ser feito para melhorar, cada vez mais, a vida deles e a qualidade dos queijos artesanais de Minas. “Essa Comissão foi criada pela Faemg justamente com este objetivo, de ouvir as demandas dos produtores quanto às questões de produção, de adequação da legislação para a realidade deles, e com isso garantir uma atividade cada vez mais sustentável”, explicou.

O gerente executivo técnico do Sistema Faemg Senar, Bruno Rocha de Melo, deu boas-vindas aos participantes ressaltando como é importante que esses fóruns de discussão se tornem mais do que locais para debates. “Queremos que os assuntos abordados virem de fato proposições, alinhadas com os objetivos estratégicos da Faemg e da Comissão. Temos que atuar juntos, em parceria com outros órgãos do setor e com as nossas lideranças nos governos federal e estadual, para colocarmos cada vez mais valor à cadeia produtiva do queijo”, disse.

Um dos convidados para a reunião, o auditor federal agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Roberto de Castro, reforçou como são relevantes momentos que reúnem produtores e poder público. “O setor precisa de muito apoio, de atualização nas legislações em favor do produtor rural e do consumidor, colocando alimento sadio na mesa e atendendo às exigências sanitárias e de fabricação. Hoje o que vemos é que as legislações estão muito direcionadas ao mundo industrial”, explicou.

“A reunião foi importante para demonstrar para os produtores o panorama atual das queijarias registradas no IMA, abordando os principais entraves da regularização do produto no estado, assim como histórico de análises oficiais e a necessidade de aprimorar o trabalho relacionado às boas práticas agropecuárias nas propriedades fornecedoras de matéria-prima”, disse o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Instituto Mineiro de Agropecuária, André Duch.

Também participaram os superintendentes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa) Gilson Sales e Everton Ferreira.

 

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