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O SISTEMA FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) defende os interesses dos produtores rurais, capacita os profissionais do campo, além de desenvolver pesquisas que fomentam o agronegócio no estado.

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Agronegócio em Minas

Abaixo, alguns destaques do agronegócio mineiro divulgados pela FAEMG

Agronegócio mineiro tem superávit de US$ 4,54 bilhões de janeiro a julho deste ano

Alavancada pelo bom desempenho nas exportações, a balança comercial do agronegócio mineiro fechou os sete primeiros meses de 2020 com uma alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O superávit totalizou US$ 4,54 bilhões no período, elevando a expectativa de que este ano, apesar da crise mundial causada pela Covid-19, seja o segundo melhor da série histórica do agronegócio mineiro, que teve início em 1997.

As exportações tiveram uma receita de US$ 4,93 bilhões, uma expansão de 9,4% de janeiro a julho, enquanto as importações acumularam US$ 387,52 milhões, crescimento de 3% no mesmo período. Ao todo, Minas Gerais enviou 7,6 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 162 países do mundo, um aumento de 31,4% no volume acumulado exportado.

Fonte: Seapa

Balança Comercial

A balança comercial do agronegócio mineiro apresenta o desempenho do setor exportador estadual ao longo de determinado período de tempo. Através dela é possível avaliar a inserção internacional do setor, bem como o grau de competitividade das cadeias envolvidas.

Estrutura Fundiária

Se fosse preciso escolher apenas uma palavra para definir Minas Gerais, uma boa opção seria diversidade. Em seus 586.852,35 quilômetros quadrados – território um pouco maior do que a França e o quarto maior Estado do Brasil –, chama a atenção a cobertura vegetal variada, que pode ser resumida em quatro biomas principais: Mata Atlântica, Cerrado, Campos de Altitude ou Rupestres e Mata Seca. 

Esta multiplicidade estende-se ao relevo e ao clima – tropical e suas subdivisões regionais e o semiárido no extremo norte mineiro –, o que se reflete na produção agropecuária. Com isso, o Estado é líder em produtos importantes para a economia nacional, como café e leite, além de se sobressair em áreas como bovinocultura de corte, fruticultura e silvicultura, entre outras. 

Dos 19.597.330 habitantes, 85,3% estão em áreas urbanas e 14,7%, no meio rural. De acordo com dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006, há, em Minas, 551.617 propriedades rurais, que se espalham pelos 853 municípios do Estado. Deste total, predominam os minifúndios. A área média é de 60,8 hectares.

ESTRUTURA FUNDIÁRIA

Natureza da propriedade Nº de propriedades Equivalente (%)
Sem-terra 12.301 2,23
Minifúndio 340.679 61,76
Pequena propriedade 141.379 25,63
Média propriedade 47.053 8,53
Grande propriedade 10.205 1,85
Total 551.617 100,00

Fonte: Censo Agropecuário IBGE (2006) – Elaboração: Sistema Faemg

OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO MINEIRO

Atividade e cobertura vegetal Área (mil ha) Part. %
Grãos (1)   3.136   5,3
Olerícolas (2) e Frutas (3)      195   0,4
Pastagens 18.217 30,9
Forragens      759    1,3
Sistemas agroflorestais      845    1,4
Café      999    1,7
Cana-de-açúcar      907    1,5
Florestas plantadas    1.536    2,6
Vegetação nativa  19.585   33,3
Outros usos  12.700   21,6
Área total do Estado  58.879 100,0

(1) Algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo e trigo

(2) Alho, batata, cebola, tomate (de mesa e industrial) e mandioca

(3) Abacaxi, banana, coco-da-baía, laranja e uva

Fonte: IEF/Ufla/IBGE/Conab/Abraf (2011)/Censo Agropecuário (2006)

Índice de Preços de Terras

O IPT-MG (Índice de Preços de Terra em Minas Gerais) calcula a variação do preço de terras ao longo de um determinado período, considerando a utilização da terra para atividades agrícolas, pecuárias, reflorestamento ou preservação.

Índice de Preços Recebidos pelos Produtores

O índice é uma estatística da variação de um conjunto composto por bens fisicamente diferentes, geralmente expressa em porcentagem, que indica a variação média de determinadas quantidades, em determinado espaço de tempo. Essas quantidades podem ser inflação, correção cambial, reajuste salarial, produção industrial, nível de emprego, preços etc.

A necessidade de construção de índices aparece quando precisamos saber a variação conjunta de bens que são fisicamente diferentes e/ou que variam a taxas diferentes.


Existem índices de preços e índices de quantidade. Os índices de preços são mais difundidos, dada sua utilidade para deflacionar (tirar o efeito da inflação) séries econômicas, e para o acompanhamento da taxa de inflação. Os índices de quantidade (ou de quantum) são úteis para determinar a variação física de séries compostas por produtos diferentes (por exemplo, o produto real).

Agronegócio em Minas - Documento completo

Mercado Agropecuário (Setembro 2019)