Produtor tem aumento de renda após participar da Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar
Mais renda e desenvolvimento para a propriedade. Esse foi o resultado que o produtor de queijos Lucas Bomtempo, de Rio Pomba, conseguiu em cerca de 18 meses após o início das capacitações.
Há cerca de um ano e meio, ele e sua família produziam leite e vendiam para laticínios da região. Atualmente, após diversas capacitações e a constante participação no grupo da ATeG para agroindústria de derivados lácteos, Bomtempo produz queijo minas frescal, padrão, muçarela, queijo coalho, manteiga e cinco sabores de iogurte.
A mudança ocorreu após a esposa do Lucas, Adriana Bomtempo, participar de um curso de derivados lácteos no município de Silveirânia, com a instrutora e técnica de campo do ATeG, Aline Machado. Segundo Aline, “assim que a Adriana fez o curso, ela e o marida começaram a produção. No início, em um local improvisado na cozinha de casa, mas com muita higiene e um leite de muita qualidade”, conta Aline.
Desde então, foram diversas capacitações que permitiram a diversificação dos produtos e o aproveitamento de toda a produção de leite da propriedade, que é de cerca de 270 litros por dia.
“A gente começou com o queijo minas frescal, que era vendido de porta em porta. Colocava no porta-malas do carro e ia vender na cidade. É muito difícil concorrer com marcas maiores e já consolidadas, mas quando temos um produto com qualidade, as pessoas gostam e fica mais fácil vender e os comerciantes começaram a pedir mais produtos”, conta Lucas Bomtempo.
A boa aceitação dos produtos de Lucas e Adriana tirou a agroindústria do improviso. A demanda impôs que eles iniciassem a construção do laticínio que, atualmente, tem a capacidade de processamento de até 1.000 litros de leite por dia. O melhor é que a própria renda dos produtos pagou a construção do prédio.
Assistência Técnica e Gerencial
“O programa ATeG foi fundamental para essa conquista. O laticínio saiu do zero e os maquinários estão todos pagos, apenas com a renda gerada pela produção. Investimos o lucro todo de volta para deixar o laticínio como está”, explicou Lucas.
A última conquista dos laticínios Bomtempo veio em abril com a aquisição de um carro novo, exclusivo para transporte e venda dos produtos. “Compramos o carro recentemente e está sendo uma grande conquista para expandirmos ainda mais nossa capacidade de vendas e entrega com qualidade”.
Lucas também contou que não são apenas essas conquistas que geram satisfação, mas a sensação de ver seu produto sendo aprovado é o combustível para continuar na atividade. “Além de a renda melhorar, é gratificante produzir o seu leite, e ver ele virar queijo, iogurte e manteiga. Chegar no ponto de venda e ver o consumidor com seu produto na mão e elogiando o sabor, a qualidade é muito bom”.
O supervisor técnico do grupo de ATeG, Paulo Globo, disse que ficou surpreendido com os resultados obtidos no laticínio. “Esse caso é um modelo de como os treinamentos podem ajudar a evoluir e viabilizar o negócio rural. Com todo investimento e crescimento, ele se torna um exemplo que todos os produtores deveriam seguir”, afirmou.
Parceria que gera bons resultados
O laticínio Bomtempo fica em Rio Pomba e o grupo de ATeG, que a família participa em Bicas quase 100 quilômetros de distância. Para o sucesso dos produtores e melhoria dos resultados, uma parceria de sucesso entre agentes de desenvolvimento rural das duas cidades e a técnica de campo Aline Machado.
Paula Vieira Costa, que é ADR do Sindicato Rural de Rio Pomba, é responsável por mobilizar os cursos e as capacitações. Juliana Nascimento, ADR do sindicato de Bicas, acompanha de perto os resultados de produtores que participam do ATeG.
“Já trouxemos muitos cursos, como queijos básicos, queijos especiais, inclusive já fizemos diversas oficinas aqui no laticínio que também empresta sua estrutura para que a gente realize ações para beneficiar diversos produtores”, ressaltou Paula.
Juliana Nascimento disse que foi uma aposta trazer os produtores para o grupo de ATeG, composto por agroindústrias de 7 cidades da região. “Temos pessoas de muitas cidades. Foi um desafio mobilizar todos esses produtores. Eu conheci o Lucas por meio da Aline, que apostou neles vendo o potencial e está sendo um sucesso. É também é um caso de sucessão familiar. Lucas continuou a atividade do pai como pecuarista de leite e agora está evoluindo e melhorando a qualidade dos seus produtos”, contou.
O laticínio Bomtempo produz cerca de 1.410kg de queijos, manteiga e iogurtes por mês, com o preço de cerca de R$20,70 por quilo de produto. O preço médio do litro de leite está em R$3,48.