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Vencedores conhecem o Centro de Excelência em Cafeicultura

CNA JOVEM
ESCRITO POR GISELE NISHIYAMA, DE LAVRAS
30/06/2022 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, FAEMG
Vencedores do CNA Jovem, após visitarem a Procafé, também conheceram o Centro de Excelência em Cafeicultura e a plataforma da Syngenta em Varginha

No dia 25 de junho, na parte da manhã, a comitiva CNA Jovem realizou visita técnica nos laboratórios da Procafé e em sua Fazenda Experimental, em Varginha. De acordo com a gerente de Educação Formal do Sistema FAEMG, Tércia Almeida, “a visita da equipe do CNA Jovem em Varginha foi muito relevante, eles puderam, em vários aspectos, experimentar maior envolvimento com a cadeia produtiva do café, entender um pouco sobre a difusão de tecnologia realizada pela Fundação Procafé, visitar o laboratório de biotecnologia e a Fazenda Experimental”.

À tarde, o grupo esteve no Centro de Excelência em Cafeicultura, visitaram também a Syngenta, onde são classificados os grãos produzidos pelas propriedades que fazem parte da plataforma Nucoffee e finalizaram a visita na Fazenda dos Tachos, atendida pelo Programa do Sistema FAEMG, ATeG Café+Forte.

Centro de Excelência em Cafeicultura

Ao lado da Fazenda Experimental da Procafé, os jovens puderam conhecer o Centro de Excelência em Cafeicultura, uma iniciativa do Sistema FAEMG em parceria com a CNA. O local tem cerca de 5 mil metros quadrados construídos em um terreno de 20 mil metros quadrados.

A gerente de Educação Formal, Tércia Almeida, falou da representatividade da obra, com estrutura aberta nacionalmente, assim, pessoas de São Paulo, do Espírito Santo, de qualquer Estado, poderão vir fazer os cursos técnicos que serão oferecidos. Dentre eles, Tércia falou sobre o de fruticultura e agronegócio.

O gerente regional do Sistema FAEMG, Rodrigo Ferreira, falou sobre a importância de trazer oportunidades de qualificação, dar sustentação à administração rural e contribuir com a agilidade dos processos relativos à cafeicultura. Exemplificou que muitas das vezes, existe um longo tempo entre o resultado da pesquisa e a aplicação dela ao campo e que teremos um papel importante para encurtar esta distância.

De acordo com Tércia, “no Centro de Excelência em Cafeicultura, os jovens foram estimulados à participação, ao empreendedorismo, considerando a importância nacional para a cadeia produtiva do café e a possibilidade diversificada de informação, conhecimento e inovação, que estará disponível no Centro a partir de 2023”.

Nucoffee - plataforma de café da Syngenta

Na Nucoffee, o CNA Jovem acompanhou todo o processo de qualidade do café, desde a seleção até à xícara. De acordo com a gerente de Educação Formal do Sistema FAEMG, Tércia Almeida, a visita foi interessante para notar “o profissionalismo de jovens, em plataformas de análises e comercialização do café, além da prática em atividades desafiadoras”.

Foram abordados conteúdos que mostraram as fases do café, as espécies (coffea arabica, canephora, liberica), informações sobre o Moka, Conilon, mitos da exportação de café especial, torra clara, média, escura, principais defeitos, conceitos, origem, causa, consequências e formas de evitar a broca, grãos pretos e ardidos.

Na jornada da qualidade, os jovens puderam conhecer como é feita a seleção física dos grãos de café, o processo de torra e aprenderam a degustar o café que vai permitir, através dos cinco sentidos na classificação de sua qualidade.

Fazenda dos Tachos

A visita dos vencedores do CNA Jovem se encerrou na Fazenda dos Tachos, atendida pelo Programa ATeG Café+Forte. De acordo com o gerente regional do Sistema FAEMG, Rodrigo Ferreira, “a visita foi interessante para trazer um exemplo de liderança feminina, através da Dona Zezinha, quem está à frente da propriedade, além de termos um exemplo de referência da Assistência Técnica e Gerencial, com eficiência técnica e econômica. Além disto, a propriedade traz um exemplo de sucessão familiar, através do Tiago, filho do casal. Senhor Avelino tem trabalhado junto para conduzir a atividade puramente e é um exemplo de empreendedorismo. Eles viram uma oportunidade de montar um restaurante e cafeteria em uma área rural. Eles são exemplo no que se refere à qualidade do café da região, com uma propriedade que conquistou, no último Cupping, o primeiro lugar dentre os atendidos pelo Programa ATeG”.

Maria José Vilela Rezende Bernardes, (conhecida como Dona Zezinha), ficou em 1º lugar no Sul de Minas, no 5º Cupping de Cafés Especiais do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte. Dona Zezinha ficou muito feliz em receber o grupo de jovens em sua propriedade, disse que é muito importante permitir uma troca de conhecimentos a quem atribui o futuro do agronegócio.

Para seu marido, Avelino Rezende, foi um prazer receber o grupo que pôde conhecer sobre o processo de secagem e torra do café que passa por um processo de qualidade, inclusive, monitorado pela “estaçãozinha” criada pelo Sr. Avelino. Através dela ele acompanha o nível de vento, temperatura, tudo para garantir que o grão saia como o esperado.

O filho do casal, Tiago Rezende, trouxe sua vivência na Fazenda dos Tachos, permitiu aos jovens sentir os aromas despertados pelo café em processo de secagem e posteriormente em torra, demonstrou todo o cuidado que se deve ter para preservar a essência do café. Até música clássica costumam colocar para os grãos, influenciados por estudos. Tudo é feito visando à qualidade do produto final. Tiago, ao final da visita, ofereceu-nos um café coado na cafeteira Barava.  

De acordo com a gerente de Educação Formal, Tércia Almeida, através da visita à Fazenda dos Tachos, “os jovens puderam perceber, em uma propriedade familiar, todo o trabalho realizado. Do plantio do café ao cafezinho mineiro, servido com uma deliciosa broa de fubá, foi muito gratificante”.

Para, Marília Saraiva, analista técnica da Gerência de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Sistema FAEMG, a visita foi “sensacional, trouxemos a oportunidade dos jovens estarem vendo um dos carros-chefes do Brasil que é a produção do café, além de ter uma representatividade significativa em Minas Gerais. Fica clara também a importância dos jovens fazerem a sucessão de lideranças dentro das entidades e dos produtores rurais, como filhos que acompanham o empreendimento dos pais”.

Avaliação das visitas feitas pelos vencedores do CNA Jovem

A comitiva CNA Jovem também esteve no Pará, de 26 a 28 de junho, 29 a 01 de julho em Mato Grosso do Sul, 02 a 04 de julho no Rio Grande do Sul e encerraram as visitas em Brasília, no Distrito Federal, no dia 05 de julho. A seguir, os vencedores do CNA Jovem deixaram suas impressões sobre as visitas realizadas em Varginha, no Sul de Minas.

De acordo com Lucas Dierings, representante do Paraná, que familiares produtores de soja e milho “fico muito feliz em ver o nível de tecnificação que tem na região para os produtores rurais, isto facilita não só na produtividade, mas na rentabilidade deles. É esta cultura do conhecimento que é passado e feito na região que eu quero aprender e levar para todo o Brasil”.

Para Laerte Mendonça Neto, de Minas Gerais, neto e filho de pecuaristas de corte, “pude identificar vários pontos que vêm a agregar, estamos em uma região produtora do café, somos mineiros, estou conhecendo mais a fundo a história do café, da colheita, do plantio. Em Monte Alegre de Minas temos um grupo de jovens que ajudam os Sindicatos. Da mesma forma, vemos aqui muitos jovens, auxiliando nas pesquisas, na fazenda, é bem interessante ver que há barreiras ao passar conhecimento para as novas gerações”.

Elienai Silva, da Bahia, que tem familiares que criam gado, mexem com cajucultura, milho e feijão, avaliou que “a visita foi muito importante, até porque somos de cadeias produtivas bem diferentes, mas temos algo em comum, estamos conversando de produtor para produtor. Buscamos experiências, produtividade, variedades genéticas do café. Tudo serve de inspiração, pois lembramos dos gargalos que temos nas nossas propriedades e o que podemos replicar em nossa região”.

Para Francisco Caio Vasconcelos, do Ceará, “foi tudo muito rico, pois venho da Zona Norte do Ceará, que não é muito forte em matéria de café. É uma oportunidade de levar esta tecnologia para alguns produtores implantarem em alguma região do Estado, complementar renda e diversificar culturas. Há a valorização e fortalecimento da cadeia do café, com pesquisa, observação de variedades com maior resistência para a região. Vejo a possibilidade de expandir os conhecimentos aprendidos para outras regiões do meu Estado.  Sem dúvida é um momento ímpar na minha vida, enquanto profissional”.

De acordo com Ana Carolina Zimmermann, do Distrito Federal, “foi ótimo, pelo conhecimento, contato com as pessoas e estamos tendo a oportunidade de conhecer mais de perto o estudo sobre biotecnologia, focado, especificamente no café. Nós da equipe Educa Agro, trouxemos a solução do núcleo de inteligência em bioinsumos, então, sabemos da importância de estudos não só para o café, mas para diversas outras culturas. Trazer soluções possibilita crescermos exponencialmente em produtividade”.