Em Patrocínio, onde o Cerrado revela sua força e potencial, a produtora Hilda Elias conduz uma trajetória que une legado, inovação e compromisso com a qualidade, refletindo a evolução de uma das regiões cafeeiras mais reconhecidas do mundo.
Tradição pioneira que transformou o Cerrado
A história da família começa no final da década de 1970, quando o avô, Jorge Elias, apostou no cultivo de café em uma região ainda considerada improdutiva. Inspirado pelas iniciativas de Alysson Paolinelli, ele fez parte de um movimento pioneiro que ajudou a transformar o Cerrado Mineiro em referência agrícola, impulsionado por avanços científicos e tecnológicos que viabilizaram o cultivo em solos ácidos e clima desafiador.
Evolução produtiva com foco em qualidade e sustentabilidade
Após a retomada das atividades em 2011, com 20 hectares plantados, a produção foi expandida até 135 hectares. A geada de 2021 trouxe grandes desafios, levando à reestruturação da área produtiva para 80 hectares — um movimento estratégico que reforçou ainda mais o foco na excelência.
Atualmente, a fazenda conta com seis talhões cultivados com variedades como IBC 1, Mundo Novo 379/19, Catuaí 99 e Topázio. Essa diversidade permite a produção de cafés com perfis sensoriais distintos, atendendo às exigências de diferentes mercados, sempre com forte compromisso com práticas sustentáveis e rastreabilidade.
Reconhecimento internacional e conexão com o mercado
Inserida no Cerrado Mineiro — a primeira região do Brasil com Denominação de Origem para café, a fazenda acumula certificações relevantes, como 4C, Nespresso, Rainforest Alliance, Regenerativo, Starbucks/Mercon e a própria DO Cerrado Mineiro.
A comercialização é realizada principalmente por meio da Expocacer, conectando a produção ao mercado internacional e ampliando oportunidades.
Essa trajetória evidencia como tradição e inovação caminham juntas, fortalecendo não apenas o legado da família, mas também o posicionamento do Cerrado Mineiro como referência global na produção de cafés de excelência.