O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/ Sindicatos e o Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira (PDPL) da Universidade Federal de Viçosa (UFV) estão realizando um treinamento para profissionais recém-formados e graduandos do último ano das ciências agrárias.
O objetivo da iniciativa é prepará-los para atuar como técnicos de campo no ATeG Balde Cheio, e, assim, suprir a falta de mão de obra qualificada, que é um dos atuais desafios do programa. "Parcerias como essa são fundamentais para que possamos lapidar esses talentos”, disse o gerente de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema FAEMG, Bruno Rocha de Melo.
A primeira turma, com 17 participantes, iniciou-se este mês e a previsão é de que pelo menos 60 pessoas passem pelo treinamento em 2022. O processo formativo acontece por meio de palestras, aulas teóricas e práticas, cursos e visitas técnicas. A formação é conduzida por uma equipe de cinco profissionais de diferentes áreas ligadas à pecuária leiteira que atuam no PDPL. Os zootecnistas Tomaz de Paula Melo e Renato Barbieri Shinyashiki, o agrônomo Thiago Camacho Rodrigues e os médicos veterinários Marcus Vinicius Castro Moreira e André Navarro Lobato.

“Tratamos sobre reprodução, IATF, genética, produção de volumoso e custo de produção. As idas à campo são essenciais para que eles tenham contato direto com os produtores, e para ‘por a mão na massa’. Além disso, também propusemos a elaboração de um planejamento para a propriedade rural como atividade prática”, contou Marcus Vinicius.
O coordenador do PDPL, Adriano Provezano Gomes, ressaltou que a parceria possibilita um complemento à formação dos atuais e futuros profissionais, auxiliando-os a dominar tanto as técnicas de campo exigidas pela atividade, quanto o gerenciamento. Ele também lembrou a expertise do PDPL nesse tipo de formação especialmente voltada à pecuária leiteira.
“A assistência aos produtores mudou de perfil há alguns anos e atualmente o técnico tem que estar ciente das questões financeiras e indicadores econômicos para realizar ações que considerem o gerenciamento total da atividade. Essa assistência que o ATeG propõe é mais efetiva e, certamente, com técnicos bem preparados, trará resultados muito melhores para os produtores”.
Durante a formação os participantes também recebem um treinamento sobre a metodologia usada no ATeG. O gerente Bruno Rocha enfatizou que a parceria com o PDPL é mais uma ação que visa a continuidade e expansão do ATeG, com qualidade.
“Tem sido fundamental trabalhar com os técnicos antes da entrada deles no programa. Nós precisamos que o candidato já tenha conhecimento sobre o desenvolvimento da atividade, e sobre as tecnologias que podem ser aplicadas à produção e isso nem sempre acontece. Com essa formação temos a oportunidade de prepará-los para, no futuro, desempenharem a função com o maior nível de conhecimento possível”.