
No dia em que os brasileiros voltam os olhos para a Seleção, o agronegócio mostrou que é o grande artilheiro da economia de Minas. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do agro alcançou R$ 279 bilhões. Com o resultado, o setor passou a representar 24,1% de toda a economia de Minas Gerais, a maior participação desde o início da série histórica, em 2010.
Além do crescimento nominal de R$ 42,6 bilhões, o agronegócio também avançou em termos reais. Enquanto o PIB de Minas Gerais cresceu 1,4% em volume, o agro registrou expansão de 1,7%, consolidando-se como o principal motor do crescimento econômico do estado.
Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, o resultado demonstra a força do produtor rural e dos investimentos realizados no setor. "O anúncio do PIB de 2025 confirma, mais uma vez, a força do agro mineiro, mostrando que a diversidade da nossa produção é um dos principais fatores desse desempenho. A nossa agropecuária segue crescendo, gerando desenvolvimento, renda e qualidade de vida para toda a sociedade. Parabéns aos produtores rurais, que são os verdadeiros responsáveis por mais essa conquista", disse.
As estimativas da Fundação João Pinheiro apontam que a maior contribuição para o crescimento veio das atividades primárias da agricultura, pecuária e produção florestal. O núcleo agropecuário cresceu 40,9% em termos nominais e alcançou R$ 98,2 bilhões, impulsionado principalmente pela valorização das principais commodities produzidas em Minas.
“Neste ano, o grande destaque foi a indústria de florestas plantadas, um setor sustentável, que gera emprego, renda e impulsiona o desenvolvimento. Minas já é o maior produtor de florestas plantadas do Brasil e ainda tem potencial para crescer. Esses números mostram que investir no agro é investir no futuro de Minas Gerais."
Preços puxam o crescimento
Segundo a Gerência do Agronegócio do Sistema Faemg Senar, o principal fator responsável pelo desempenho do agro mineiro em 2025 foi a valorização dos preços agropecuários, que registraram alta média de 16% no ano.
No caso do café, embora a produção tenha recuado 10%, passando de 28,1 para 25,3 milhões de sacas, os preços avançaram 58,6%, sustentando a renda do setor. O algodão também foi destaque, com crescimento de 48% na produção e valorização de 106,6% nos preços.
Apresentaram desempenho positivo tanto em valores quanto em produção as culturas de soja; milho e as proteínas de frango e suína. O boi gordo, embora tenha apresentado uma leve redução de 2% na produção, teve uma valorização de 21,3% nos preços.
Juntas, as cadeias de café, leite, soja e bovinos respondem por aproximadamente 70% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Minas Gerais e foram as principais responsáveis pelo desempenho agregado do setor.
Agroindústria e serviços
O avanço do agronegócio não ficou restrito às atividades dentro da porteira. Os segmentos de agroindústria e serviços ligados ao setor também apresentaram crescimento expressivo.
O PIB desses elos passou de R$ 166,6 bilhões em 2024 para R$ 180,8 bilhões em 2025, um aumento de 8,5%, equivalente a R$ 14,2 bilhões.
Na agroindústria, destacaram-se principalmente os segmentos de fabricação de alimentos e de celulose. Já nos serviços, contribuíram para o resultado atividades ligadas à comercialização, transporte, armazenagem, serviços financeiros, além de hospedagem e alimentação.