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Minas garante quatro ouros no Prêmio CNA Brasil Artesanal

DESTAQUE
ESCRITO POR ASCOM
30/10/2026 . SISTEMA FAEMG, SENAR

Concurso da CNA que reconhece qualidade teve 14 finalistas mineiros

Minas conquistou quatro primeiros lugares no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026 e colocou 14 produtos entre os 30 finalistas. O resultado, anunciado em 15 de outubro, em Brasília, reconheceu a qualidade de azeites, cachaças de alambique e doces de leite. Ao todo, 370 amostras de todo o país participaram da disputa.

Na Serra da Mantiqueira, José Martins, de Delfim Moreira, venceu na categoria azeite monovarietal com o Alto das Oliveiras. Cultivado a 1.650 metros de altitude, o olival recebe acompanhamento do Programa ATeG desde janeiro de 2025. O pomar está na quinta safra.

“O ATeG trouxe a visão técnica, nos ajudou a identificar a saúde das plantas e nos orientou para que pudéssemos colher um produto de qualidade, otimizar os recursos e gerir nossa propriedade”, disse.

O doce de leite também levou Minas ao topo. Em Nova União, Raphaela Nayara conquistou o ouro na categoria pastoso com o Dona Marlene. “Sabia que tinha um produto feito com muito cuidado, mas conquistar o primeiro lugar foi uma surpresa maravilhosa”, afirma.

A produção nasceu em 2019 como alternativa à venda de queijo frescal, e Raphaela contou o aprendizado de cursos do Senar. Hoje, o empreendimento processa cerca de 1.500 litros de leite por dia e já comercializa para outros estados.

Na categoria doce de leite em barra, o primeiro lugar ficou com o Alferes do Tacho, de São João del-Rei. Criado em 2022, o diferencial é o formato triangular e as referências ao barroco da região. Leonardo Chagas, que começou a produzir doce de leite em 2019, também buscou qualificação em cursos do Senar.

“Esse reconhecimento não é um ponto final, mas a confirmação de que estamos no caminho certo na produção do nosso doce de leite”, afirma.

Em Curvelo, Izabela Moura Viana levou o bronze na mesma categoria com o Doce Sertanejo. “É o reconhecimento de um trabalho que envolve dedicação, cuidado em cada etapa da produção e compromisso com a qualidade”, diz.

A Durvalina, de Igarapé, venceu entre as cachaças brancas. Já a Cachaça Padre Doutor, de Geraldo Gilberto Silva e suas filhas, recebeu o bronze. O negócio começou em 1994, quando ele trocou as hortaliças pelo cultivo da cana em Córrego Fundo.

Com apoio do ATeG, a família aprimorou a produção, o controle de custos e a gestão, além de participar de feiras e investir em novos produtos. A receita foi multiplicada por quatro em dois anos. “Cada garrafa de cachaça representa a história da nossa família”, afirma Geraldo.