A relação de Adriane Caldeira Batista Oliveira com o campo começou ainda na infância. Filha de pequenos produtores de leite, ela cresceu acompanhando o pai na rotina da fazenda da família, em Presidente Juscelino. A casa ficava próxima ao curral e, naturalmente, o movimento do gado e a ordenha passaram a fazer parte do cotidiano da família. “Gostávamos de acompanhar o gado chegando. Era algo muito presente no nosso dia a dia”, lembra.

Adriane se formou em Zootecnia e passou a atuar na área, contribuindo com orientações técnicas e com iniciativas ligadas à agricultura familiar. Na propriedade da família, ajudou o pai a reorganizar parte do rebanho, priorizando vacas mais produtivas.
Hoje a rotina fica entre a fazenda da família, a propriedade do marido, e a função de responsável pelo Departamento de Pecuária da Secretaria de Agronegócio da Prefeitura de Curvelo. Também coordena uma associação de mulheres da comunidade, criada após um curso de associativismo do Sistema Faemg Senar.
Mesmo com a redução da atividade leiteira na propriedade, acompanhando a realidade atual dos preços pagos aos produtores, Adriane escolhe preservar raízes no campo. “Não me vejo fazendo outra coisa. Quando a gente cresce nesse meio, leva para a vida inteira. Quero ajudar de forma rentável e sustentável”.