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Cursos profissionalizam mão de obra em Coração de Jesus e Lontra

OPORTUNIDADE
ESCRITO POR RICARDO GUIMARÃES, DE MONTES CLAROS
16/09/2021 . SENAR

Após 15 anos na atividade rural, o tratorista João Pereira de Souza viu que precisava renovar seus conhecimentos e buscou o treinamento de Trabalhador da mecanização agrícola, oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em Coração de Jesus, no Norte de Minas. Essa foi a primeira vez que ele fez este tipo de especialização.

João Pereira, aluno do curso em Coração de Jesus

“Valeu a pena, foi muito interessante. Algumas dúvidas que eu tinha me fizeram buscar a profissionalização. Tem muita coisa nova, destes tratores mais modernos. Antes a gente mexia em um maquinário mais simples. Com o treinamento foi possível ver na prática, colocar a mão na massa, em um equipamento mais novo, que eu não tinha conhecimento ainda”.

E a capacitação, feita em parceria com a Fundação Credinor, entidade sem fins lucrativos, braço social do Sicoob Credinor, chegou em ótima hora para aprimorar o trabalho na Comunidade de Alvação, onde houve o treinamento. Presidente do Conselho de Desenvolvimento Comunitário, é o próprio João Pereira de Souza quem sempre auxilia os trabalhos de campo com uso do trator para os mais de 70 associados, que cultivam, principalmente, feijão e milho. A comunidade está prestes a receber um novo equipamento para o trabalho no campo. “Todos que precisam do serviço podem solicitar ao Conselho, que nós fazemos o trabalho”, explica.

O instrutor Alex Altino Alves de Melo lembra que estes equipamentos são de alto custo, e, por isso, merecem uma atenção e conhecimentos especiais. Ele lembra que a mão de obra especializada faz toda a diferença. “O aperfeiçoamento deve ser constante, independente da experiência na máquina. A tecnologia muda, surgem novos equipamentos e as técnicas de conservação da máquina também se atualizam. Ainda que a pessoa tenha experiência prática de muitos anos, precisa se aperfeiçoar”.

Curso na Comunidade de Alvação, em Coração de Jesus

Mão de obra especializada

Os novos conceitos também simbolizam oportunidade de colocação profissional para jovens da região. Diogo Antunes Oliveira, de 21 anos, também fez pela primeira vez um treinamento do Sistema FAEMG, visando uma vaga de trabalho com melhor colocação. “Estando capacitado é mais fácil. A parte mecânica chamou muita a minha atenção. Eu tinha pilotado tratores bem antigos. Agora, se surgir oportunidade de trabalho, com equipamentos mais novos, sei que tenho condições de atuar”.

“Essa região tem grande dificuldade de trabalho. Então o curso também serve como incentivo para que essas pessoas busquem vagas neste tipo de serviço, especializado. No caso dos jovens aqui da comunidade, eles viram nessa máquina nova e moderna uma chance de se preparar melhor”, finalizou Alex.

Lontra

Na cidade de Lontra, a capacitação também vai beneficiar diretamente pequenos produtores rurais e associações comunitárias, especialmente neste período de preparação do solo para o início de uma nova estação de plantios. A região produz, entre outras coisas, feijão e cana. O grupo de alunos foi dividido entre produtores que operam o maquinário nas comunidades rurais e servidores públicos que atuam diretamente neste apoio ao homem do campo.

Valdeir Andrade da Silva fez o treinamento pela primeira vez. Ele atua praticamente todos os dias junto aos produtores rurais, como suporte em atividades mais pesadas. “A demanda maior é para gradiação do terreno, mas também ajudamos no plantio. A atividade demanda muito na região e é de extrema importância que o produtor tenha acesso a essas tecnologias de trabalho”.

Na cidade de Lontra, representantes de associações

Com pouco mais de 8.400 habitantes, segundo o último Censo do IBGE, a cidade tem na atividade rural uma boa parcela da movimentação financeira e geração de empregos, fazendo inclusive o dinheiro circular na própria comunidade. Com o implemento de novas formas de trabalho e conhecimentos, a expectativa é que o serviço ganhe mais autonomia. “O maior empregador é o produtor rural, ele ajuda a girar a economia da cidade. A gente achava que trabalhava de maneira correta, mas, com o curso, vimos que tem muita coisa para melhorar. Agora sabemos mais da parte de operação e manejo. Antes, para qualquer problema, era preciso ficar esperando o mecânico – agora, o principal da manutenção já conseguimos resolver”, completa.

As duas regiões têm muita demanda para o serviço de tratorista, especialmente por conta das associações rurais. Mas, muitas vezes, estes equipamentos ficam parados ou são mal utilizados. Por isso, parte dos conceitos trabalhados nos treinamentos vai ajudar a resolver problemas básicos de manejo com o equipamento e que fazem toda a diferença no serviço em campo. “Muitas vezes as horas de trabalho superam o esperado e causam desgaste da máquina por uso errado do trator no trabalho. Isso poderia ser resolvido, por exemplo, com uma simples regulagem, o que muda o serviço todo”, diz Alex Altino Alves de Melo.