
O Sistema Faemg Senar lamenta, com pesar, o falecimento de João Roberto Puliti, aos 93 anos. Importante liderança da cafeicultura mineira e do agronegócio brasileiro, Pulitti teve uma trajetória de décadas dedicada ao setor, deixando uma contribuição marcante para a representação dos produtores e para o fortalecimento da cadeia do café em Minas Gerais e no país.
Puliti nasceu em Itajubá, em uma família ligada à cafeicultura. Em 1960, já casado com Daisy Junqueira Puliti, mudou-se para uma fazenda em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, onde desenvolveu atividades de cafeicultura e pecuária leiteira. A propriedade se tornou parte importante de sua história e de seu vínculo com a produção de café.
Durante sua trajetória, ocupou posições de destaque. Foi diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) por cerca de 30 anos, além de atuar na Comissão Técnica de Café da entidade e exercer a função de diretor-tesoureiro, sob a presidência de Roberto Simões.
Liderou as demandas dos cafeicultores mineiros por melhores condições de crédito, assistência técnica e valorização do café. Em 2009, em meio à crise do setor, cobrou medidas do governo diante da alta dos custos e da queda dos preços, em um movimento que culminou no SOS Cafeicultura e na Marcha do Café, em Varginha.

Puliti também presidiu a Comissão Nacional de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi diretor do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), instituição que teve papel central na formulação e execução das políticas para o setor no país. Na época, participou de iniciativas relacionadas à produção, comercialização e consumo de café e contribuiu para a expansão da atividade em diferentes regiões.

Entre 1976 e 1979, esteve à frente da Companhia Agrícola de Minas Gerais (Camig). Também foi um dos sócios-fundadores da Coopervass, cooperativa agropecuária de São Gonçalo do Sapucaí, e integrou o Conselho Consultivo do Sebrae Minas.
O Sistema Faemg Senar reconhece e agradece a contribuição de João Roberto Puliti para a cafeicultura, para o agro mineiro e para a própria entidade. Seu legado permanece na história da representação dos produtores rurais e no desenvolvimento da cadeia do café em Minas Gerais.