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Pecuaristas comemoram melhorias em Carmo do Cajuru

ATEG BALDE CHEIO
ESCRITO POR DENISE BUENO, DE PASSOS
08/09/2022 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

Produtores rurais de Carmo do Cajuru se reuniram para analisarem o trabalho após um ano do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio no município. Desenvolvido para fomentar a bacia leiteira e atuar na gestão e manejo das propriedades, o programa é direcionado aos pequenos e médios produtores. Participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, José Eustáquio Vilaça de Oliveira, o Taquinho, e o gerente da regional do Sistema Faemg em Passos, Rogger Miranda Coelho. Os trabalhos foram conduzidos pelo técnico de campo Mozar Salviano Barreto e pelo supervisor Rodrigo Eduardo Barros.

O perfil dos produtores do grupo é heterogêneo, mas a maioria é de pequenos pecuaristas. A primeira ação do técnico foi motivar a turma, que estava desanimada. Segundo Mozar, tudo foi melhorando com o início dos trabalhos. “Entendo que tivemos muito progresso nesse primeiro ano. Os produtores, em sua maioria, estão bem engajados e satisfeitos. Como técnico de campo, eu não poderia estar mais animado, tanto pelo trabalho com os produtores e resultados obtidos, quanto pela oportunidade de aprendizagem e participação nesse projeto que visa não só a melhoria dos resultados financeiros da atividade leiteira, como também uma melhor qualidade de vida dos envolvidos”.

Ao longo desse um ano de trabalho, os produtores participaram de várias ações para somar conhecimento à assistência técnica e gerencial, como na ExpoBom, quando participaram de um Seminário sobre Pecuária Leiteira, participação na Megaleite, cursos e treinamentos e acompanhamento técnico em melhoramento genético, nutrição, cria e recria de bezerras, silagem reidratada, qualidade do leite, irrigação, entre outros.

Índices

O grupo mantém uma média de 26 animais em lactação - o maior produtor tem 127 e, o menor, 8 animais nessa fase. Em média, o índice zootécnico do grupo é de 78% de vacas em lactação em relação ao total de vacas, podendo chegar a 85%, o que será considerado excelente.

A média de produção está na faixa de 13 litros/vaca/dia, com tendência de boa melhora para o próximo ano. Com esses índices, os participantes do ATeG Balde Cheio conquistaram lucro unitário de R$ 0,24 por litro. A lucratividade operacional ficou em 15,7%.

É importante ressaltar que os 26 produtores tiveram uma receita nos últimos 12 meses de R$ 10.292.084,59, despesas de R$ 8.013.713,78 e investimentos de R$1.548.323,36, movimentando, nesse período, R$ 19.854.121,73.

Produtores

O produtor José Valter de Souza Alves, da Fazenda Olhos D’Água, é um dos integrantes do ATeG e está feliz com os resultados do primeiro ano de trabalho. Com produção de 630 litros/dia, ele destaca que produzia 510 litros/dia quando entrou para o programa. “O importante do ATeG é que ele nos dá condições de ter o controle da gestão da propriedade, quando nos coloca a disciplina de computar todas as despesas e receitas. Pode parecer simples, mas não é. Se não temos um programa, uma gestão, ficam dados sem registro. A partir do momento que temos o compromisso de anotar tudo, isso facilita a disciplina e a tomada de decisões para a compra de insumos, contratação de mão de obra e muito mais”, analisa o pecuarista.

O produtor também destaca o trabalho de Mozar com todos os cuidados desde o nascimento das bezerras até a lactação, o que é fundamental para um bom resultado. “O manejo é muito importante e o técnico dá todo esse apoio”, reforçou.

Outro destaque apontado por José Valter é sobre as melhores práticas e os treinamentos disponibilizados pelo SENAR, o que os deixa mais atualizados com as novas técnicas adotadas pela pecuária leiteira.

Sindicato

“Eu considero o programa ATeG de extrema importância, porque, além da parte técnica, tem também a gestão contínua. Isso faz com que os produtores, juntamente com o técnico, passem a ter foco nos resultados positivos”, disse o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Carmo do Cajuru, o Taquinho.

Ele ressalta a satisfação do grupo por, além de aprender a trabalhar corretamente, também aprimoram a questão financeira. “Já temos uma lista de produtores interessados em participar e, assim que possível, formarmos um novo grupo. Com isso, quero parabenizar o Sistema Faemg, especialmente o SENAR, que vem dando uma atenção especial ao programa”, elogiou.

Melhoramento genético

Durante os trabalhos do ATeG Balde Cheio, os produtores também conheceram o programa do SEBRAE Fertilização em Tempo Fixo e Fertilização In Vitro, para aqueles que queiram implementar o melhoramento genético na sua propriedade.