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Referência na criação de Nelore, pecuarista tem história pioneira

JORNAL EM CAMPO
ESCRITO POR JULIANA FIDELIS, DE UBERABA
20/03/2026 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, INAES, FAEMG

Leila Borges de Araújo tem história pioneira no agronegócio em Uberaba
 
A ideia de se aposentar e parar de trabalhar não passou pela cabeça de Leila Borges de Araújo. Formada em Pedagogia, com mestrado em Planejamento Educacional, ela construiu sua carreira no Rio de Janeiro atuando em várias empresas na área de Recursos Humanos, entre elas a TV Globo. Foi somente depois da aposentadoria, em 1996, que Leila conseguiu se dedicar integralmente à criação de Nelore, seguindo o legado da família em Uberaba e se tornando referência.

Leila Borges, entre o técnico da ABCZ, Lauro Fraga, o gerente da fazenda, Flávio Pereira, e colaboradores

“Venho de uma família com raízes bem plantadas no agronegócio. Meu pai era criador de Nelore PO em Uberaba e em Araguaína, no Tocantins. Inclusive, três primos foram à Índia para importar gado Zebu, ainda na década de 1910, durante a primeira guerra. Eu já investia em gado Nelore no Tocantins, na fazenda que meu pai repassou aos filhos, mas só depois que me aposentei pude ampliar minha atuação no agro”, contou.

Em 1999, Leila Borges adquiriu a Fazenda São Lourenço, em Uberaba. Com a sua 
parte do recurso da venda da propriedade no Tocantins, fez várias melhorias no local, investiu em pastagens, reformou a sede, ampliou a área e ainda lançou sua marca: a LBA, que leva as iniciais de seu nome.

Hoje a Fazenda São Lourenço, especializada na criação de Nelore, tem cerca de 500 animais, entre matrizes, reprodutores, bezerras, novilhas, gado de corte e PO. Na criação, Leila conta com o suporte do programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, além do apoio do Sistema Faemg Senar, por meio dos projetos FIP Paisagens Rurais, dos quais participou em 2022, e agora no Agro + Verde. “Esta parceria do Senar tem contribuído bastante, recuperamos pastagens, fizemos o plantio de mudas e estamos com as APPs cercadas”, completou.

Localizada a quatro quilômetros do bairro rural de Peirópolis, a área escolhida por Leila para a criação do seu rebanho ainda reservava uma surpresa: o local foi tombado como um geossítio e passou a integrar o Geoparque Uberaba.

Aos 82 anos, Leila segue no comando da fazenda, com auxílio de um gerente e colaboradores, e ainda compõe o Conselho Fiscal da ABCZ, entidade na qual foi a primeira mulher a ocupar um cargo de diretora.

“Eu sempre trabalhei em ambientes muito liberais, como na TV Globo, e como já vinha de uma família tradicional no setor, não tive dificuldades em me adaptar. Sempre fui muito respeitada”, afirmou.