Programas ajudam produtores a enfrentar barreiras para internacionalização
A exportação de cachaça em 2025 aumentou 19,4% em volume e 17,4% em valor em relação a 2024, segundo o Anuário da Cachaça. Apesar desse avanço, a cachaça de alambique enfrenta desafios para conquistar o mercado internacional. Programas como ATeG e agroBR ajudam a promover melhorias e ampliar a visibilidade no exterior.
A analista de agronegócio Nathália Rabelo explica que é preciso transformar uma produção de qualidade e forte identidade em uma oferta mais estruturada para o mercado internacional. “Organização dos produtores, regularização, padronização e controle de qualidade, além de escala, adequação às exigências de cada mercado e acesso a canais de comercialização e promoção internacional”, detalha.
Esses são temas trabalhados pelo ATeG. A Cachaça Padre Doutor, da família de Mírian Carolina Silva, de Córrego Fundo, está entre as cinco melhores no Prêmio CNA Brasil Artesanal, mas, para exportar, é necessário ir além. “Romper várias barreiras de volume, custo e colocar o produto no mercado exterior. Precisamos de uma melhor estratégia comercial e de união setorial para viabilizar a exportação”, explicou.

A cachaça é uma das cadeias prioritárias do agroBR. “O grande desafio é encontrar o mercado e o consumidor que reconheçam e valorizem aquilo que torna a cachaça mineira diferente. É justamente na preparação, conexão e abertura de mercados que o agroBR pode contribuir”, afirma a consultora Tatiana Barros.