A história de Priscila Raquel de Oliveira e Silva com o agronegócio começou ainda na infância, acompanhando o pai e os avós na rotina da fazenda. Mas foi anos depois, em um momento marcado por desafios pessoais, que ela passou a ocupar um novo papel dentro da atividade rural. Formada em Direito, precisou assumir a Fazenda Davi, em Vazante, após o falecimento do pai.

Sem experiência prática na gestão da propriedade, Priscila precisou aprender rapidamente sobre produção, tomada de decisão e liderança. Foi nesse período que encontrou no conhecimento um caminho para seguir em frente. O primeiro contato com os cursos do Senar foi por meio do Programa Gestão de Qualidade no Campo (GQC), experiência que ela considera um divisor de águas na sua trajetória. Ao longo dos anos, também participou do Programa Negócio Certo e recebeu a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), ampliando sua visão sobre gestão, planejamento e desenvolvimento da atividade.
Com o ATeG, a propriedade passou por mudanças importantes. A gestão se tornou mais técnica, com planejamento e ações mais estratégicas. Foram implantadas melhorias no manejo, na qualidade do leite e no melhoramento genético do rebanho. O resultado apareceu também na produção: a fazenda saiu de cerca de 300 litros de leite por dia para atingir 950 litros diários.

Além dos avanços produtivos, Priscila também enfrentou os desafios da sucessão familiar e da liderança feminina no campo. Entre resistências e aprendizados, consolidou sua atuação com dedicação e preparo. Para Sérgio Santiago, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Vazante, a trajetória da produtora demonstra o impacto do trabalho realizado pelo Sistema. “Quando conhecimento e acompanhamento chegam ao produtor, os resultados aparecem tanto na propriedade quanto na vida das pessoas".
Hoje, Priscila acredita que conhecimento, gestão e coragem são ferramentas capazes de transformar desafios em grandes conquistas e leva consigo o aprendizado construído ao longo dessa jornada.