Minas Gerais é responsável por quase 30% da produção de leite do país
O 3º encontro regional do Conseleite-MG reuniu cerca de 50 pessoas em Leopoldina nesta quarta-feira (12/4). Participaram do evento os membros da diretoria do Conseleite-MG, Jonadan Ma, Paulo Junqueira e José Alfredo Quintão, que também é vice-presidente do Sistema Faemg Senar. O objetivo foi apresentar o conselho e mostrar como ele é um importante aliado do produtor rural mineiro.
O conselho é formado por representantes dos produtores de leite, incluindo o Sistema Faemg Senar, e das indústrias de laticínios de Minas Gerais (Silemg e Sistema Ocemg). Juntos, eles chegam a um valor de referência a ser pago ao produtor. Além disso, o Conseleite oferece uma calculadora digital para ajudar o pecuarista a prever o valor que pode receber pelo leite, levando em consideração as características específicas da sua produção.
Minas Gerais é responsável por quase 30% da produção de leite do país e, para o Sistema Faemg Senar, estabelecer um valor de referência para o leite é importante para a livre negociação. É mais clareza e confiança entre os elos da cadeia. E mais segurança para o produtor manter a sua atividade. “É uma maneira de harmonizar a comercialização do leite, evitar conflitos no mercado e aproximar os produtores das indústrias”, afirmou.
Segundo Jonadan Ma, alguns dos maiores desafios do mercado leiteiro são a sucessão familiar, a falta de mão de obra e a previsibilidade de preço. “O Conseleite-MG vem para auxiliar o produtor rural e a indústria no que se refere à previsibilidade do leite. Paralelamente, o Sistema Faemg Senar disponibiliza opções que permitem capacitar a mão de obra e a preparação de sucessores de modo a propiciar a longevidade para a atividade”, afirmou.
Os próximos encontros regionais serão em 19 de maio no município de São Francisco, durante a Fevasf, e no dia 24, em Patos de Minas, na Fenamilho.
Comissão Técnica da Pecuária Leiteira debateu o cenário atual
No mesmo dia, foi realizada a 14ª reunião da Comissão Técnica da Pecuária Leiteira do Sistema Faemg Senar, em que foi discutido o arranjo produtivo da região. Esta foi a terceira reunião regional realizada pela comissão. Estiveram presentes o vice-presidente do Sistema Faemg Senar e presidente do Sindicato Rural de Rio Pomba, José Alfredo Quintão, o presidente da comissão técnica, Jonadan Ma; os gerentes regionais do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora e Varginha, Wander Magalhães e Caio Oliveira; o analista técnico regional, Emerson Simão; a analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, além de representantes sindicais, de associações de produtores e vice-presidentes da comissão de todo o estado.
Foram discutidos assuntos relativos à profissionalização do produtor rural, a carga tributária sobre o leite, os mecanismos de compra coletiva, os atendimentos na assistência técnica gerencial do Sistema Faemg Senar para os produtores dessa atividade, a defesa comercial do setor leiteiro e a variação do preço do produto nas operações de venda para indústrias, ressaltando também a qualidade do leite produzido.
Jonadan Ma, presidente da comissão técnica, deu início à reunião apresentando a ata do último encontro, ressaltando os pontos discutidos e as atitudes que devem ser tomadas. Ele também falou sobre o posicionamento dos produtores rurais quanto a venda de seus produtos.
“Temos que valorizar nosso produtor, tanto o grande, quanto o pequeno. Temos muitos laticínios grandes também na região e fortalecer o mercado interno. Em março, tivemos o maior volume histórico de importação de leite, o que é uma grande preocupação para nós, que desejamos proteger o produtor rural do nosso estado”.
O gerente regional do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora, Wander Magalhães, disse que em grande parte do estado a falta de mão de obra qualificada e a variação no preço de venda são reclamações do produtor de leite, mas que o Sistema Faemg Senar vem atuando para melhorar esse cenário.
“Os cursos têm sido flexibilizados, opções com meio horário, cursos a noite, cursos on-line. Mas eu percebo que além de levar cursos, precisamos promover programas mais extensos, que resolvem o problema do produtor, como o programa Boas Práticas Agropecuárias (BPA), que teve seu projeto piloto e já está na fase de consultoria na propriedade, em que são trabalhadas todas as fases da produção, abordando problemas específicos, como a qualidade da água”, disse Wander.
Caio Oliveira, gerente regional do Sistema Faemg Senar em Varginha, acredita que o melhor caminho para resolver os problemas da pecuária leiteira no estado é a profissionalização. “É necessário estimular a capacitação e o cooperativismo dos produtores, pro meio dos sindicatos, por se tratar de medidas capazes de gerar inúmeros benefícios. A profissionalização do mercado do leite e do pequeno produtor é uma demanda urgente, para o crescimento do setor”, ressaltou Caio.
O analista técnico regional, Emerson Simão, acredita que juntos, os produtores têm mais chance de ter competitividade no mercado. “Encontrei na região muitas fazendas com ótima estrutura, mas improdutivas por questão da falta de mão de obra, no entanto, temos muitas pessoas chegando e voltando para o campo. A alternativa para os pequenos produtores são as associações. A produção regional caiu nos últimos anos e por ser uma região com grande concentração de laticínios gerou uma grande competitividade para as vendas”.