
A Comissão Técnica de Queijo Minas Artesanal do Sistema Faemg Senar se reuniu nesta quinta-feira (4), durante o Festival do Queijo Artesanal de Minas, para discutir estratégias de fortalecimento da comercialização e da valorização dos queijos recentemente regulamentados. A reunião foi conduzida pela analista de Formação Profissional Rural, Marília Saraiva, e contou com a contribuição das instrutoras do Senar Minas, Drielly Marcondes e Lívia Maia.
O foco foi a construção de ações voltadas à valorização cultural e territorial dos produtos, especialmente do Queijo Cabacinha do Vale do Suaçuí e do Requeijão Moreno. As discussões abordaram iniciativas relacionadas à qualificação técnica dos produtores, inovação, fortalecimento de mercado e promoção da identidade dos territórios de origem.
A regulamentação desses produtos, conquistada em 2024, após um amplo trabalho de articulação entre produtores, entidades parceiras e órgãos competentes, representa um marco para a cadeia produtiva. Com os regulamentos publicados, as queijarias passam a ter a possibilidade de registrar oficialmente sua produção, garantindo segurança jurídica e reconhecimento dos modos tradicionais de fazer.
“Um dos focos da comissão neste momento é discutir quais estratégias podem ser adotadas para valorizar esses queijos, seus territórios, sua identidade e seus produtores. A regulamentação foi um passo fundamental, mas agora é preciso tornar esses produtos mais conhecidos pelo mercado e pelos consumidores”, destacou Lívia Maia.
A comissão ressaltou que o regulamento é o instrumento que permite a formalização da produção, viabilizando o registro das queijarias e garantindo que os produtos sejam elaborados de acordo com suas características tradicionais. Com isso, inicia-se uma nova etapa voltada à valorização dos territórios, ao fortalecimento da qualidade dos produtos e à ampliação de oportunidades comerciais para os produtores.
Como convidado, o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite, Jônadan Ma, participou das discussões. O presidente da CT, Frank Morão, ressaltou o avanço do setor conquistado nos últimos anos. “Minas Gerais tinha apenas sete regiões reconhecidas como produtoras de queijo artesanal. Hoje, já contamos com 16 regiões reconhecidas. Esse avanço demonstra a união dos produtores rurais, das entidades representativas do setor e a sensibilidade do Governo de Minas em atender às demandas dos territórios, promovendo a regulamentação necessária para a legalização das queijarias e a abertura de novas oportunidades de mercado para os produtores”, afirmou.
Os participantes também destacaram que o trabalho da comissão continuará nos próximos anos, uma vez que Minas Gerais possui outros queijos tradicionais que ainda estão em processo de reconhecimento e regulamentação. O objetivo é fortalecer cada vez mais a diversidade da produção queijeira mineira, preservando saberes, tradições e oportunidades de geração de renda no meio rural.