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Cafeicultores de Paraíso elevam produtividade em 45%

ATEG CAFÉ + FORTE
ESCRITO POR ALANA DE FREITAS, DE PASSOS
28/10/2026 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR
Com apoio do Sistema, pequenos produtores de São Sebastião do Paraíso quase dobraram a colheita em quatro anos de assistência técnica e gerencial

O grupo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte de São Sebastião do Paraíso apresentou, na última semana, os resultados de quatro anos de acompanhamento. Os 30 produtores atendidos pelo Sistema Faemg Senar, em parceria com o Sindicato Rural do município, aumentaram a produtividade média de 28,5 para 41,3 sacas por hectare, alta de 45%. A produção passou de 5,8 mil sacas na safra 2022/23 para 10,3 mil sacas em 2025/26.

O grupo é formado por pequenas propriedades, com área média de 9,2 hectares. Na última safra, o custo total de produção ficou em R$ 700 por saca e o preço médio de venda em R$ 1.567, com lucro de R$ 906 por saca.

“Ela organizou a minha vida”

O cafeicultor Adalberto Villas Boas é um dos produtores do grupo. “O ATeG fez uma transformação na minha vida. Antes, eu gastava muito defensivo, muito produto, e nunca cheguei aonde eu queria”, contou. “A técnica montou um planejamento para mim e organizou a minha vida. Hoje, de quatro partes que eu gastava com inseticida e herbicida, gasto uma. Em 2026, cheguei a colher três vezes mais do que eu colhia, e ainda trabalho bem menos”.

Para a presidente do sindicato, Denise Cerize Kolling, o resultado vai além da lavoura. “Quando um produtor consegue aumentar sua produtividade, organizar suas finanças e enxergar sua propriedade como um negócio sustentável, não é apenas ele quem cresce. Cresce sua família, cresce a economia e cresce São Sebastião do Paraíso”, destacou.

Produtores interessados em participar do ATeG devem procurar o Sindicato dos Produtores Rurais do seu município

Planejamento faz a diferença

Os produtores receberam visitas mensais da técnica de campo Júlia Freitas Silva, engenheira agrônoma. “O custo subiu, a turma investiu mais na lavoura, porém a produtividade passou de 28 para 41 sacas por hectare. Fazer os tratos conforme a lavoura pede dá uma resposta positiva”, explicou.

Segundo o supervisor do programa, Rodrigo Elias Batista Almeida Dias, os produtores mais rentáveis do grupo colheram quase o dobro dos menos rentáveis, vendendo o café por preços parecidos. “A gente é suspeito para falar, mas eu não vejo um produtor tendo sucesso hoje se ele não tiver um acompanhamento técnico de qualidade”, ressaltou.

O grupo também teve destaque na qualidade. Dentre os 30 produtores atendidos em Paraíso, os cafés mais bem avaliados no 10º Cupping de Cafés Especiais do ATeG Café+Forte foram os de João Batista (1º lugar no grupo, com 84,42 pontos), Gusthavo Lemos (2º, com 83,5) e Claudinei Aparecido (3º, com 83,44).

Força da parceria

Para o gerente regional do Sistema Faemg Senar em Passos, Rogger Miranda Coelho, Paraíso mostra o que o programa pode fazer pela região. “Quando técnica, sindicato e produtor caminham juntos, o resultado aparece na lavoura e na renda da família. Hoje a Regional Passos acompanha mais de 2 mil produtores pelo ATeG, em 69 municípios, e Paraíso é um exemplo do que esse trabalho pode fazer pelo campo”, afirmou.

Produtores interessados em participar do ATeG devem procurar o Sindicato dos Produtores Rurais do seu município.